UMA RAZÃO PARA VIVER #3 – Derrota chata, mas não é o fim do mundo

Na noite desta quarta-feira o Sport foi ao Rio de Janeiro e perdeu de 2-1 de virada para o Botafogo. A partida foi válida pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A volta está marcada para o dia 31/05, na Ilha do Retiro. Com o gol fora de casa, o Sport precisa apenas de uma vitória simples por 1-0 para se classificar. Mas poderia ser melhor…

Ney Franco surpreendeu todos ao sacar o atacante André e iniciar o jogo com Reinaldo Lenis no ataque. Em entrevista no início da partida, ele justificou a mudança dizendo que queria ter dois jogadores caindo pelas pontas, por isso preferiu o colombiano. A troca deu certo. Mesmo com o Botafogo tendo certo controle do jogo no início e tentando mais, o Sport abriu o placar logo aos 6 minutos. Lenis ajeitou uma bola que veio alta para Samuel Xavier que bateu com a parte externa do pé direito, da entrada da área, e fez um golaço.

O Botafogo sentiu o golpe e o jogou bem controlado pelo Sport, que não chegava com muita força, mas também não corria muitos riscos. Aos 42′ veio o lance que mudou o jogo. Bruno Silva, volante alvinegro, foi expulso após cometer uma falta em Fabrício. Ele tinha recebido o primeiro amarelo minutos antes e esta falta lhe rendeu o segundo amarelo e consequentemente o vermelho. Não é querendo culpar o árbitro por nada, mas ficou visível que após a expulsão ele quis “compensar” e começou a distribuir amarelos para os jogadores do Sport, em lances que não pediam tal punição. Ronaldo fez uma falta simples no meio e ele já chegou dando cartão. Pouco antes Fabrício matou um contra-ataque e, dessa vem justamente, também foi amarelado. Rodrigo que entrou no intervalo também recebeu amarelo.

Logo após a expulsão, Ney Franco tirou o amarelado Fabrício e pôs André, visando se aproveitar da vantagem numérica. Na teoria era perfeito, mas na prática não foi tão útil assim. Na volta para o segundo tempo, ele tirou Ronaldo que também tava amarelado e colocou Rodrigo. Pouco adiantou estas substituições – que segundo o treinador, não foram motivadas pelos cartões – pois Rodrigo também recebeu cartão amarelo após a bola bater em sua mão, num lance fortuito no meio de campo. Exagero do árbitro ao punir o volante rubro-negro, pois no lance seguinte a bola bateu na mão do meia Camilo do Botafogo e o árbitro não o puniu igualmente.

Com as mudanças, o Sport se portou no 4-2-3-1, com Rithely e Rodrigo como volantes, Rogério, Diego Souza e Lenis no meio e nas pontas e André na frente. Essa é uma das formações aceitáveis do Sport e que funciona. Aí vem a pergunta: como o Sport perdeu esse jogo se a formação funciona? É onde entramos nos erros e problemas do time no jogo.

A formação com 3 volantes é ótima para liberar os laterais, pois eles vão ter cobertura quando descerem ao ataque. Com apenas 2 volantes, Ney Franco não corrigiu e deixou os laterais descendo sem cobertura. Resultado: os dois gols do Botafogo saíram de contra-ataques pela direita da defesa do Sport, quando Samuel Xavier estava no ataque. O rápido atacante Guilherme do Botafogo ficou duas vezes no mano-a-mano com Matheus Ferraz que é aquela beleza na marcação 1×1 e sacramentou a virada. E olhem que a culpa dos dois gols NÃO É de Matheus! Podemos cobrar um retorno mais rápido de Samuel? Sim. Mas a ausência da cobertura de volantes e o fato da formação para essa cobertura existir ter sido alterada, impedindo essa movimentação, são mais preponderantes para termos tomado a vidada.

Guilherme aproveitou dois contra-ataques e virou o jogo para o Botafogo.

Vi algumas pessoas reclamando do pênalti de Diego Souza que Gatito Fernandez defendeu. Minha gente, foi mérito do goleiro e não culpa de Diego. Vão procurar os problemas/causas de verdade, como a atuação nula de Rogério. O próprio Diego foi para o intervalo dando um esporro no camisa 17 por ele não estar tocando a bola lá na frente. Ney Franco também errou ao tirar Lenis para colocar Everton Felipe. Everton entrou muito bem, mas não fez a função que Lenis vinha fazendo. A mudança correta seria manter o camisa 7 e tirar Rogério. Acima eu tinha dito que a entrada de André pouco adiantou. E foi pouco mesmo. Ele sofreu o pênalti que Diego cobrou para defesa de Gatito e minutos depois errou um passe na entrada da área do Botafogo que gerou o contra-ataque do gol da virada. Não acrescentou muito ao jogo mesmo.

Sobre Ney Franco, foi o primeiro jogo que os erros dele influenciaram no resultado da partida. Mas ele vem mostrando que não se apega aos erros e sempre busca melhorar e isso é o que tranquiliza este torcedor que vos fala. Como está no título deste texto não é o fim do mundo. O Botafogo é um time bem ajustado e tem um técnico que enxerga bem o jogo. Mesmo assim, marcamos um gol fora de casa e temos tudo para fazermos um bom jogo e conseguir a classificação para as quartas de final desta Copa do Brasil.

 

VIDA QUE SEGUE

No próximo sábado temos um jogo importantíssimo pela ida da semifinal da Copa do Nordeste, contra o rival Santa Cruz, que está em crise após a eliminação no estadual para o Salgueiro. Não poderíamos pedir coisa melhor, pois o jogo ainda por cima será na Ilha. A torcida está abraçando o time, pois as bilheterias da Ilha estavam lotadas no primeiro dia de venda dos ingressos para sábado, neste jogo que é a chance de corrigir os erros e ainda por cima tentar encaminhar a classificação e um jogo mais tranquilo na volta, quarta que vem. Para esta partida não teremos Rogério, que está suspenso. É a chance para Lenis se firmar no time titular. Provavelmente teremos o retorno de Ronaldo Alves na defesa. Fica a dúvida se no lugar de Matheus ou de Durval. Minha aposta é que seja no lugar do primeiro.

Ney Franco viu seu time perder o controle de jogo quando a formação com 3 volantes foi desfeita. Com isso, deve manter o trio formado por Ronaldo, Fabrício e Rithely. A única dúvida é quem substituirá Rogério: André ou Everton Felipe? Se André for o escolhido, Diego e Lenis ficaram flutuando sem um lado fixo, mas o colombiano caindo pela direita sempre produziu mais. Se Everton Felipe for o escolhido, Diego jogará como falso 9, com os volantes e os pontas se movimentando muito. Particularmente, acho que o escolhido será André. Para mim, o time sábado deve entrar em campo com esse XI: Magrão; Samuel Xavier, Ronaldo Alves, Durval e Mena; Ronaldo, Fabrício e Rithely; Diego Souza, Lenis e André.

Nos resta digerir esta derrota chata e amarga. Após isso, não temos motivo para desespero. É parar para enxergar que foi apenas uma derrota e que nada está perdido e que ainda por cima temos mais uma decisão, já neste próximo sábado. O Sport, mesmo com os erros, vem evoluindo bem e ainda vai nos dar muitas alegrias (e, na mesma proporção, raivas) neste ano!#PST

Torcida única é a solução?

Foto: Robson Mendes

 

Nesses últimos dias tanto a imprensa, quanto aos torcedores baianos conviveram com a possibilidade real de termos a adoção de torcida única nos próximos clássicos pela Copa do Nordeste e Campeonato Baiano. Sinceramente, se isso vier a ocorrer será um balde de água fria na expectativa de nós que trabalhamos com o futebol e de quem compra o ingresso para apoiar seu time, de fato é um tamanho retrocesso. Se pararmos para pensar um pouco, é válido deixar aquele torcedor do bem que tem o intuito de ir ao estádio, ver seus amigos, tomar aquela gelada e voltar pra casa feliz, enquanto aqueles detentores do comportamento vil à solta para causar brigas e desordem?

Outro ponto, os clubes caso mandantes do espetáculo eles são responsáveis pela segurança dentro do estádio, seja no Barradão ou Fonte Nova. Em possibilidade de crime nos arredores ou bairros da capital baiana, as autoridades devem coibir esse tipo de comportamento e punir os responsáveis, dessa forma deve-se isentar tanto Bahia quanto Vitória dessas incumbências, se for assim, adianta ter o Carnaval na Bahia? Estamos caminhando para o fim do futebol, e é duro ter de assumir essa sentença. Estão tirando a alegria e a vontade de ir em um clássico, de ir junto com seu amigo que torce pro time rival, mesmo este adentrando em local separado. É um tapa na cara da sociedade que no último dia 9 de abril comemorou a tão saudosa torcida mista.

Você com uma mente esclarecida pense aí. Em uma final de campeonato, o time é campeão e não ter sua torcida presente no estádio para vibrar por tal conquista, dando a volta olímpica com o estádio vazio, é simplesmente o cúmulo da bizarrice. O que estamos vendo é o MP e CBF privando o cidadão de bem, do seu maior direito que é torcer.  Não somente isso, tais autoridades supracitadas, essa medida aponta para incompetência da segurança pública em nosso estado e demonstra uma inclinação para efetuar determinações que lhe sejam confortáveis ao invés de prender os verdadeiros criminosos que mancham nosso futebol.

Ainda desejo acordar e ver que isso tudo não passa de um pesadelo. É um gol contra para o torcedor baiano e há um luto profundo em nossas arquibancadas. Efetivamente, o 7 a 1 foi muito pouco!

Curtas: 

– A criminalidade assola nosso país e é um fato. Independentemente de jogo de futebol, show de cantores renomados, sempre ligamos nossa TV e percebemos que o noticiário é o mesmo. Será mesmo que a torcida única vai extinguir de fato as brigas e mortes relacionadas ao futebol, mesmo nos bairros e arredores do estádio?

– No último Ba-Vi realizado na Fonte Nova no qual o Vitoria saiu vencedor por 2 a 1, não houve sequer um registro de brigas na torcida mista, onde haviam muitas famílias reunidas que vibraram a cada lance e gols dos seus times. E agora MP e CBF, o que me diz?

– A única briga que aconteceu na Fonte Nova que me recordo foi na partida entre Bahia 2 a 2 Criciúma, pela Série A de 2013 entre membros de torcidas organizadas de MESMO CLUBE.


Baiano, publicitário e apaixonado por futebol. Escreve todas as quartas-feiras na coluna sobre futebol nacional, com ênfase em Bahia e Vitória. Siga meu perfil no twitter (@cezarr__)

Rodrigo Caio e o Fair Play: Exemplo ou obrigação?

No último domingo, em Itaquera, Corinthians x São Paulo protagonizaram o segundo jogo da semifinal do Campeonato paulista, o qual terminou empatado em 1 a 1, mas classificou os alvinegros pelo resultado de 2 a 0 no primeiro jogo.

Dentre os muitos lances polêmicos desse duelo, o zagueiro são-paulino Rodrigo Caio ficou em destaque na mídia após, na partida de ida, ter a atitude ética de revelar ter atingido o goleiro Renan Ribeiro após dividia com atacante Jô, que seria punido com o cartão amarelo e suspenso do segundo jogo da final se não fosse o “Fair Play” do jogador tricolor.

O Fair Play (ou Jogo Limpo) é uma atitude que divide opiniões e provoca debates no meio esportivo, pois vivemos em um mundo onde uns querem ser melhores que outros, tirando proveito de algumas situações que não são muito legais. Logo, quando acontece algo assim no futebol, é tido como uma atitude espantosamente exemplar e que outros jogadores deveriam seguir o exemplo.

Alguns grandes nomes do futebol já disseram que não tomariam a atitude de Rodrigo Caio. O zagueiro Maicon, companheiro de equipe do jogador, disse que “prefere ver a mãe do adversário chorando que a dele”. O ex-jogador Edmundo, hoje comentarista do canal Fox Sports, elogiou, mas disse que não faria.

O próprio atacante Jô, beneficiado pela atitude de Rodrigo Caio, disse estar em débito com ele e que a equipe do Corinthians deve seguir o exemplo caso aconteça algo semelhante nos jogos da final do Paulistão, contra a Ponte Preta. “Essa atitude nos responsabiliza muito. Domingo, fomos os beneficiados. Se acontecer com a gente, temos que fazer igual.”

A questão do Fair Play vai além das quatro linhas do futebol e invade o campo da ética. O que é certo para um, pode não ser certo para o outro, tudo depende das ocasiões e circunstâncias em que estamos no momento. Vai da visão de mundo de cada indivíduo e do que ele considera ético realizar um jogo limpo ou não, seja no futebol ou na vida.

 

Um clube santástico!

Recém completados 105 anos de história, o Santos Futebol Clube sempre foi admirado por milhões de brasileiros, por conta do seu futebol arte, sendo referência nacional na revelação de novos jogadores, dando oportunidade para que novos atletas possam despontar no cenário nacional. Completado mais um aniversário no último dia 14 de Abril, nada melhor do que o reconhecimento em ser uma das maiores equipes do país.

Dono de 2 Mundiais Interclubes, 3 Libertadores, 8 Campeonatos brasileiros reconhecidos pela CBF, dentre vários outros títulos nacionais e internacionais, o clube da Vila Belmiro conquistou o coração de torcedores, muito graças ao rei Pelé, que brilhou atuando pela equipe santista durante 18 anos, criando um legado histórico que permanece até os dias atuais. Eternizado pelo clube alvinegro, Pelé foi o primeiro jogador no mundo a chegar a marca dos mil gols na carreira, vestindo a camisa do Peixe.

Além de ser apenas um clube histórico, até hoje, o Santos desponta em todas as competições em que disputa. A prova disso estão nos últimos anos, onde foi vice-campeão brasileiro em 2016 e vice campeão da Copa do Brasil em 2015, além dos títulos paulistas em 15/16. Acha pouco? O Santos é o clube que detém o maior controle salarial dentre os grandes do Brasil, com o teto chegando ao valor de R$ 250 mil. A equipe alvinegra também é a que mais investe em jogadores das categorias de base no elenco profissional. Nomes como Gustavo Henrique, Zeca e Thiago Maia, já são especulados pela Europa, como futuros reforços de equipes de ponta no velho continente.

E como não falar da geração 2000, que tinha Diego e Robinho como estrelas principais, alem de Léo, Renato e Elano, jogadores que atuaram pela seleção brasileira posteriormente. O clube da baixada sempre foi uma verdadeira máquina de revelar grandes jogadores, e a prova disso estão nos dias atuais. Neymar no Barcelona, Ganso no Sevilla, Gabigol na Inter de Milão, dentre outros atletas que vestiram a camisa santista e hoje defendem as cores de grandes clubes europeus.

Atletas do Santos comemorando o título da Libertadores em 2009. Foto: Gazeta Express.

Mas, não para por aí. Precursor do futebol feminino em nosso país, o Santos possuí junto ao América Mineiro, o renome de únicas equipes tidas como profissionais pela CBF. As sereias da vila como são conhecidas, encantam por onde passam com seu futebol. Em 20 anos de futebol feminino (17 em atividade), já conquistaram 1 mundial de clubes, 2 Libertadores e 1 Campeonato brasileiro. Mesmo com pouco tempo fundação, o Santos sempre é lembrado por ter estrutura própria, e não depender de clubes do interior do estado, para manter suas jogadoras.

Segundo pesquisa do instituto Datafolha em 2014, o Santos possuía até então, pouco mais de 6 milhões de torcedores no Brasil. Mas, mesmo com um estádio acanhado, com capacidade para 16 mil torcedores, o clube faz de seu mando de campo um verdadeiro alçapão. Diga-se de passagem que as equipes que jogam na Vila Belmiro tremem diante da grandeza do Santos e de sua ‘Torcida Jovem’, considerada a maior organizada da equipe alvinegra.

Diante de tanta grandeza, estrutura, títulos e uma torcida apaixonada, o Santos pode ser considerado uma das equipes mais bem planejadas no futebol brasileiro. Mesmo com alguns problemas internos em relação à administração, sempre é lembrado como referência nacional e internacional em vários setores futebolísticos, tendo seu nome estampado em 39 clubes xarás espalhados por todo mundo.

Pra terminar essa matéria, não poderíamos esquecer das lendas que ficaram marcadas no gramado da Vila Belmiro. Gilmar, Joel Camargo, Pita, Zito, Coutinho, Pepe e Pelé, são jogadores que nunca sairão da mente daqueles que levam os Santos em sua memória.

 

CLUBE DO POVO #15 – Semana para lavar a alma

Se reerguer do primeiro rebaixamento da história de um clube é extremamente complicado, elevar a moral da torcida após um momento tão difícil é tarefa terrível, o mesmo vale para elevar a moral do grupo de atletas, como fazer tudo isso? Talvez a semana colorada represente de maneira muito boa isso.

Lomba foi decisivo na quarta

Na quarta-feira, Copa do Brasil, quarta fase, precisando de um bom resultado fora de casa, na Arena Corinthians contra um time que tem uma forte rivalidade de alguns anos, empate com gol contra, pênaltis, drama, grandes defesas de Marcelo Lomba (reserva do lesionado Danilo Fernandes), classificação, moral tanto para a torcida quanto para o grupo de jogadores e acima de tudo: seguir vivo em uma competição a nível nacional importante nesse ano atípico.

No domingo, Campeonato Gaúcho, semifinal, novamente fora de casa, no Estádio Centenário em Caxias do Sul, lesão de Lomba aos 6 minutos da primeira etapa, o jovem Keiller (3º goleiro) de 20 anos entra, gol do adversário no final do primeiro tempo em falha defensiva, expulsão de Brenner e pênalti marcado a favor do Caxias, tudo indicava o pior, Gilmar partiu para a bola e a estrela de Keiller brilhou, o jovem goleiro criado na base colorada defendeu de maneira genial a penalidade. Contudo, a partida foi para as penalidades, e novamente brilhou a estrela do goleiro colorado, Keiller defende uma cobrança, Inter acerta todas, vence por 5 a 3 e está na final do estadual.

Keiiler foi herói contra o Caxias

O drama das penalidades junto com a felicidade das classificações lava a alma da torcida, que vinha triste após o complicado desfecho do ano passado, não apenas a torcida que teve uma semana para comemorar, o grupo de jogadores tem sua moral elevada a outro nível, o técnico Antônio Carlos Zago tem seu trabalho gabaritado e um aumento da confiança por parte da diretoria tanto em relação ao grupo quanto ao treinador. Todo o drama valeu a pena no final, semana para a torcida dizer: “Respeitem o Sport Club Internacional”. As próximas “guerras” são contra o Palmeiras pela Copa do Brasil e Novo Hamburgo na final do Campeonato Gaúcho.