Meu Jogo Histórico #1 – Fonte de gols do Vitória

Quatro dias antes do meu aniversário, ganhei um dos maiores presentes que já tive na vida. Aquele 7 de abril de 2013 está marcado para sempre em minha história. E na história do futebol baiano, brasileiro, mundial. Quase seis anos após ter sido fechada por conta de um acidente no jogo entre Bahia e Vila Nova, que vitimizou 7 pessoas, a Fonte Nova abria suas portas novamente e logo para um clássico Ba-Vi.

A EXPECTATIVA

O clima para o jogo começou na venda de ingressos. Evitando filas, a Arena Fonte Nova disponibilizou entradas a serem comercializadas online. Mas, meus amigos, que dificuldade. O servidor caía, a página não atualizava, dava erro no cartão de crédito… Tudo que poderia dar errado, acontecia. No entanto, a primeira aventura deste Ba-Vi terminou bem. Consegui comprar os dois ingressos (para meu pai e para mim), em um local privilegiado do estádio.

O DIA

Eu, Heider Mota e meu pai, Marcos Mota, na arquibancada da Arena Fonte Nova no dia do meu jogo histórico (Foto: Arquivo Pessoal)

Quando chegou o dia de ir para o jogo, não conseguia pensar em outra coisa. O coração batia mais forte, o frio na barriga, até a falta de apetite… Não há como esquecer nenhuma das sensações. Quando eu e meu pai, Marcos Mota, chegamos na Fonte Nova, faltavam duas horas para o jogo começar. Apreciamos a beleza do mais novo monumento de Salvador, realmente impressionante.

CLIMA

Ao lado de Vicentino, personagem interpretado por Lucas Sicupira (Foto: Arquivo Pessoal)

Era clássico, mas as duas torcidas tiveram harmonia. Antes da partida começar, artistas baianos como Daniela Mercury e Ivete Sangalo, até mesmo a “baiana emprestada” Cláudia Leitte animaram tanto o lado rubro-negro, quanto o lado tricolor. Nunca tinha passado por aquilo, era mais que um jogo de futebol, era um verdadeiro espetáculo.

BOLA ROLANDO

Minha visão do jogo, bem pertinho do gramado (Foto: Arquivo Pessoal)

Estava sentado logo atrás do banco de reservas do Vitória. Assisti o jogo de pertinho, pude ouvir todas as orientações do professor Caio Jr e também não pude deixar de pegar no pé dos jogadores do Bahia quando tocavam na bola. Falando nisso, foi o Bahia quem começou assustando naquele jogo. Pelos movimentos iniciais, era IMPOSSÍVEL prever o que viria acontecer…

VAI, CAJÁ!

Já próximo ao final da etapa inicial, Mansur foi derrubado dentro da área e o juiz marcou pênalti. Renato Cajá, camisa 10 do Leão, chamou a responsabilidade e fez a história acontecer. No auge da emoção, não poderia ter deixado de registrar este momento histórico.

A GOLEADA

Placar da Arena Fonte Nova mostra: Bahia 1×5 Vitória (Foto: Arquivo pessoal)

Humilhação. O que o Vitória fez com o Bahia foi simplesmente um massacre. No segundo tempo, o rubro-negro marcou mais 4 vezes (Maxi Biancucchi, Michel, Vander e Escudero); o Bahia fez o gol de honra com Zé Roberto. Nem o mais otimista torcedor rubro-negro imaginou um placar tão elástico, uma goleada tão desmoralizante como essa.

POR QUE FOI TÃO MARCANTE?

Não é fácil explicar porque tal coisa teve um significado para você, mas este jogo, este Ba-Vi, esta goleada foi muito importante em minha vida. Minha primeira experiência tão próximo do campo de jogo, reabertura do estádio, goleada em cima do maior rival, data próxima ao meu aniversário. Enfim. Eu não poderia querer que nada fosse diferente de como aconteceu. Desde a dificuldade para comprar o ingresso até o dia seguinte assistindo o Globo Esporte e me vendo comemorando.
Você tem um jogo que marcou a sua vida? Deixe nos comentários! 

Heider Mota

Baiano, 21 anos, estudante de jornalismo e amante dos esportes. Twitter: @heiderzito

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