HTE Sobre Rodas #2 – Rosberg vence em Interlagos, a corrida mais chata do ano

Texto: João Magalhães

O filho de Keke Rosberg venceu pela segunda vez seguida o Grande Prêmio do Brasil. A promessa de chuva não se concretizou e o que se viu em Interlagos foi uma corrida absurdamente chata. Insuportavelmente chata, eu diria. Nico, que fez no Brasil a sua quinta pole seguida, provavelmente não está nem aí para a qualidade da corrida. Com certeza está feliz da vida com seu desempenho, afinal, colocou o companheiro, Lewis Hamilton, no bolso. Em nenhum momento o piloto inglês ameaçou Rosberg.

Mas sejamos francos. É verdade, todo piloto quer vencer corridas e detesta perder, mas Lewis não deve estar no mesmo ritmo em que se apresentava até a corrida de Austin, nos EUA. Conquistado o tricampeonato, naturalmente ele deve ter relaxado. Mesmo que sem consciência disso.
Enfim, Nico largou na frente e assim ficou durante todas as 71 voltas. Perdeu a liderança apenas durante as suas passagens pelos boxes. Venceu a décima terceira na carreira. Não é um número qualquer, é um piloto vitorioso.
Então, o que podemos tirar de relevante desse GP Brasil terrivelmente chato? Para começar o desempenho extremamente burocrático de Felipe Massa, que terminou em 8º. Com certeza tinha problemas de equilíbrio no carro, afinal não é, de jeito nenhum, meio segundo mais lento que Bottas, como aconteceu na classificação.
Percebi que, após a mudança no procedimento de largada (se não me engano após Silverstone), Felipe Massa não conseguiu mais realizar aquelas largadas espetaculares. Pelo contrário, hoje foi Bottas quem largou no veneno e fez uma boa corrida.
Felipe Nasr chegou a andar em quarto durante a primeira rodada de pit stops, mas a equipe Sauber errou na estratégia, fazendo com que o piloto caísse miseravelmente na classificação durante as últimas 15 voltas, terminando em 14º.
Enquanto isso, Max Verstappen foi o único que produziu momentos de brilho em Interlagos, fazendo belas ultrapassagens na freada do S do Senna. Uma delas sobre Nasr. Que me desculpem os que dizem que eles disputam o “título” de estreante da temporada. O holandês tem sim um carro melhor, mas é também mais piloto. Não que Felipe seja ruim, longe disso. Max que é um fenômeno.
Ficou assim a classificação final do GP Brasil:
Atualizando…
 
Felipe Massa foi excluído do resultado final da corrida. Ele foi penalizado por uma diferença de 0,1 PSI na pressão de um dos pneus traseiros em relação ao exigido pela Pirelli. Desgraça pouca é bobagem.
Ah. Lewis Hamilton foi absolvido em um caso idêntico em Monza. Por uma diferença maior. Vai entender…
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