HTE Sobre Rodas #4 – Renault de volta à Fórmula 1

Texto: João Magalhães

Enfim acabou o mistério. Na última semana a Renault oficializou a compra da Lotus e retorna como equipe própria à Fórmula 1. Depois de uma passagem vencedora nos anos 2000, com dois títulos de construtores e dois de pilotos (ambos com Fernando Alonso) em 2005 e 2006, encerrada em 2011, a montadora francesa finalmente retorna ao campeonato.

O Presidente da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, declarou que a equipe deve levar três anos para ser competitiva. Algo muito prudente de se dizer. Desempenho não aparece do nada, nem no chassis nem no motor. Esse último, diga-se, bastante inferior ao da Mercedes e da Ferrari nas temporadas 2014 e 2015. O chefão da equipe do diamante chegou a dizer que Jolyon Palmer e Pastor Maldonado não estão confirmados para 2016.

Um dos acordos selados para o retorno da montadora foi a garantia de voltar ao campeonato com status de “Equipe Histórica”. Isso na Fórmula 1 significa dinheiro. Muito dinheiro, na verdade. Significa também que a equipe precisa garantir o orçamento para desenvolver os carros e os motores para voltar à frente do grid. Eu, no lugar do maluco Maldonado e do nada experiente Palmer, estaria bem preocupado. Vai que chega alguém com (muita) grana?

A Renault tem história riquíssima no automobilismo. É ótimo para a Fórmula 1 receber de volta uma equipe desse calibre. Tomara que façam um ótimo trabalho e consigam apagar da memória dos torcedores o crashgate de Cingapura. E que mantenham o melhor da Lotus: o bom humor.

Red Bull Tag Heuer

A Red Bull passou metade do ano tentando arranjar um motor para correr em 2016, irritada com as unidades de potência ruins entregues pela Renault. E no frigir dos ovos, vai correr com motores… Renault! Mas calma, não vai ser bem assim.

O time austríaco vai utilizar motores construídos pela montadora francesa, porém, as unidades motrizes serão preparadas pela Ilmor, empresa de Mario Illien que prepara os motores Chevrolet da Indy e possui grande experiência no automobilismo.

Os motores utilizados pelo time principal dos energéticos serão rebatizados de Tag Heuer. Sim, aquela marca de relógios. A Tag Heuer está envolvida com o esporte a motor há muitos anos como cronometradora oficial. Agora, provavelmente através de um acordo milionário, dará nome aos motores de uma das maiores equipes da F1.

A verdade é que a Red Bull ficou sem opções. Tentou de todas as formas um acordo com Mercedes e Ferrari. Chegou à insanidade de tentar utilizar motores Honda. Para o próprio bem dos austríacos, Ron Dennis barrou o acordo. Sobrou, no fim das contas, a Renault que, mesmo fula da vida por causa do caminhão de críticas que recebeu em 2015, aceitou fornecer os motores rebatizados à RBR. Claro, por uns bons trocados, que não fazem mal a ninguém.

Agora, se o desempenho dos motores entregues à Red Bull for igual ou pior aos de 2015, o que vai acontecer? Os austríacos vão descer o pau em quem? Confesso que vai ser engraçado.

Aston Martin na F1?

Fica cada dia mais forte o boato de que a Aston Martin vai ingressar na Fórmula 1, no lugar da Force India ou mesmo em parceria com a equipe indiana. Na última semana, a notícia foi que o proprietário do time, Vijay Mallya, perdeu o comando da equipe por causa de dívidas. A se confirmar toda essa história.

A Force India é uma equipe muito simpática, encarou a Fórmula 1 de forma muito séria e conseguiu resultados decentes. O povo indiano tem do que se orgulhar. Mas confesso que um nome como Aston Martin disputando a Fórmula 1 é muito, muito tentador. Imagina só aquela pintura com as cores da Gulf em um F1?

Aston Martin do WEC

Atualizando…

 
Saiu na Autosport: A Red Bull encerrou a parceria comercial com a Infiniti. Parece que a Tag Heuer não vai batizar só os motores da equipe…
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