Backcourt NBA – Se não sabe brincar, não desce para o play

Em pouco mais de dois meses que temos nossa coluna semanal para comentarmos os principais temas da NBA procuramos sempre falar sobre diversas equipes e jogadores. Porém, os atuais campeões não deixam a gente esquecer-se deles e, mais uma vez estamos aqui, para falar do Golden State Warriors, o time que não sabe brincar.

Nessa madrugada, mais precisamente quando o relógio marcava 1 hora e 30 minutos (no horário de Brasília) do dia 26 de janeiro de 2016, tivemos um dos jogos mais esperados da temporada. Para muitos, seria um dos maiores jogos dos últimos tempos da NBA, com o Warriors recebendo o San Antonio Spurs, as duas melhores campanhas da temporada. Nunca, na história da NBA tínhamos duas equipes se enfrentando nessa altura da competição com campanhas tão excepcionais. Previsão era de um confronto equilibrado. Mas, como dito, Stephen Curry e companhia não sabem brincar. Vitória dos Warriors por 120 x 90, com 37 pontos do armador da equipe de Oakland.

A vitória por si só já é impressionante. San Antonio, mesmo desfalcado de Tim Duncan, têm a melhor defesa da liga com jogadores como Danny Green e Kawhii Leornard (melhor jogador defensivo da liga no momento) que fecham muito bem o perímetro, uma das principais forças do Warriors. E no banco têm ninguém menos que Gregg Popovich, um dos maiores treinadores de todos os tempos da NBA. E mandar 30 pontos de diferença numa equipe dessas, mesmo jogando em Oakland, não é qualquer coisa. Mas o que deixa mais impressionante essa vitória é a seqüência recente de Golden State.

Em questão de dias, Chicago Bulls, Cleveland Cavaliers além do San Atonio Spurs foram varridos, sem dó nem piedade. Estamos falando de duas das três melhores campanhas do leste e da segunda melhor campanha do Oeste. Cavs inclusive, por esse e outros motivos, perdeu o treinador. Foi depois da derrota acachapante para o Warriors que a pressão ficou muito mais forte sobre David Blatt, culminando em sua demissão na última sexta-feira.

Os motivos para esse sucesso são muitos. Mesmo sem o treinador Steve Kerr durante praticamente toda temporada, afastado com uma lesão nas costas, Luke Whalton fez um trabalho impressionante, com direito há uma arrancada de 24 vitórias nos primeiros 24 jogos. Stephen Curry está cada dia melhor, se é que é possível. Semana passada, acertou dois arremessos de antes da metade da quadra, no mesmo jogo. Repito: NO MESMO JOGO. Está certo que somente um valeu, mas vai para aquele lugar que você imaginou. Isso sem falar em Klay Thompson, um grande escudeiro que assumiu o protagonismo da equipe quando Curry ficou de fora por lesão. Além de Draymond Green, já colocado por muitos como um jogador Top 10 da liga nesse ano e destrinchado nessa mesma coluna no começo desse ano.

Os impressionantes 114 pontos por jogo, que colocam a equipe como os melhores ataques da liga não deixam dúvidas do poder dessa equipe. Só tem uma coisa que consigo reclamar dessa equipe. O uniforme. Como acho feio essa bola do distintivo da equipe no meio da camisa. Quando usam aquela cinza com magas então, parece que jogam de pijama. Pronto, precisava arrumar alguma coisa para reclamar deles. Porque esse time não sabe brincar. Stephen Curry certamente será o MVP ao final da temporada regular, pelo segundo ano consecutivo, a não ser que um apocalipse zumbi domine a cidade de Oakland nos próximos meses. E, os últimos jogos, mostram que não tem equipe capaz de encarar o Warriors em sete jogos. Não, não sou torcedor do Warriors, falo abertamente que meu time é o Bulls. Mas dá gosto de ver essa equipe em quadra. Acho que estamos vendo o nascimento de uma nova dinastia na NBA.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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