Interestaduais: A fórmula de sucesso

No começo do ano se inicia mais um interestadual no Brasil, logo após que a Copa do Nordeste se tornou um sucesso de público e de audiência, todos os clubes enxergaram uma nova possibilidade de lucrar no início do ano com grandes jogos e clássicos regionais.

Em 2010, a Copa do Nordeste sai de uma pausa de 7 anos, vende seus direitos televisos para o Esporte Interativo para a TV fechada e parabólica e para Rede Globo em TV aberta e chama a atenção do torcedor, foi muito melhor pro torcedor iniciar o ano vendo jogos como Ceará x Vitória, Bahia x Fortaleza, ABC x Náutico e além disso não perder os clássicos estaduais, o Bahia x Vitória, Ceará x Fortaleza, Náutico x Santa Cruz continuaram acontecendo.

Após essa boa jogada dos times nordestinos, em 2014 foi a vez dos times da região Centro-Oeste e Norte (além do Espírito Santo) se unirem e realizarem um interestadual entre eles, com seus direitos vendidos exclusivamente pelo Esporte Interativo, a emissora junto ao Ministério do Esporte auxilia as viagens dos clubes participantes. Outro ponto positivo para essas competições é a chance que ela dá para os vencedores de jogar uma competição internacional, o Brasília-DF, fora das 4 divisões do Brasileirão, em 2015 participou da Sulamericana, o que é um grande feito pra um clube de pequena expressão.

Após um 2015 de muitas brigas entre Fluminense, Flamengo vs FERJ (Federação de Futebol  do Estado do Rio de Janeiro)  os clubes começaram a se aproximar dos clubes que já esboçavam a Sul-Minas em 2016, e com a ajuda dos dois clubes, sai do Papel a Primeira Liga do Brasil de 2016, mais conhecida com Rio-Sul-Minas. Infelizmente a Globo forçou o Flamengo a jogar com time principal no Campeonato Carioca.

O que essas três ligas têm a oferecer que os estaduais não têm? Bons jogos, emoção do início ao fim do campeonato, melhor qualidade de gramado para jogadores, um início de temporada mais disputado o que entrosa os clubes mais rápido teoricamente falando.

Com raras exceções, todos os campeonatos estaduais têm os grandes nas finais e conquistando o título, talvez com os focos desses grandes clubes mirado para os interestaduais, teremos mais clubes de baixa expressão conquistando e melhoraremos o nível desses clubes pra uma campanha em 3° e 4° divisão do Brasileirão.

O problema do futebol brasileiro continua sendo a Globo com suas birras de criança mimada que não larga os seus brinquedinhos para outras crianças brincarem, pena que esses brinquedos são nossos clubes de coração que se fazem de morto na mão da Plimplim.

 

Renan Thierre

Antigamente comia areia e catarro, futuramente um professor de História, atualmente editor no HTE Sports e finge que entende de futebol e outros esportes.

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