Mercado chinês ao ataque! Como nos defender?

Desde 2012 eles estão determinados em se tornar uma potência no futebol e recursos para isso, principalmente financeiro, não faltam. Na época, a chegada de Drogba para o Shanghai Shenhua fez o mundo olhar com atenção para o mercado chinês que teve a ousadia de levar um ídolo do Chelsea, que por 8 anos jogou no futebol inglês, para dar um salto ao desconhecido. Hoje este salto não é mais tão desconhecido assim. 4 anos depois se tornou mais que frequente grandes jogadores, alguns até mesmo de grande reputação ou com um enorme potencial desembarcarem por lá.

8 PRIMEIROS
Parte superior da tabela no último campeonato chinês, seus proprietários e principais jogadores
8 últimos
Parte inferior da tabela no último campeonato chinês, seus proprietários e principais jogadores

São vários os fatores que alavancaram o mercado chinês e por incrível que pareça, o principal deles começa na política, no mais alto escalão: a presidência. Em 2013, Xi Jinping, se tornou presidente da China, e uma de suas propostas foi de tornar o futebol chinês mais forte, disputar Copa do Mundo e até mesmo sediar uma. Pensando no futuro, definiu que o futebol seria disciplina nas escolas. Ele está educando hoje, o futebol de amanhã. As empresas compraram a ideia e começaram a investir pesado no esporte, comprando clubes e fazendo altos investimentos em jogadores e é aí que entra o Brasil. É inevitável ao falar de futebol não pensar no Brasil e a referência deles é a mesma. Por conta disso, nos últimos 3 anos mais de 150 jogadores brasileiros trocaram de continente e a tendência é que esse número aumente. Então o que podemos fazer para evitar e não perder nossos jovens talentos para o dinheiro?

Este ano a vítima (ou o sortudo financeiramente) foi o Corinthians. Que perdeu Jadson, Ralf e Renato Augusto, seus principais jogadores do meio de campo, para os chineses e ainda pode perder mais. O que causou ira na diretoria do Corinthians. Como o próprio presidente Roberto de Andrade disse, os chineses não negociam com o clube. Eles tratam diretamente com o jogador, pagam a multa rescisória do atleta e o clube não tem o que fazer. Quando você descobre do negócio, não tem tempo de fazer uma segunda oferta para reverter a situação.

Isso pode tirar a competitividade dos nossos campeonatos, enfraquecer nossa resistência em manter os nossos atletas e irá causar problemas ainda maiores no futuro para nossa seleção brasileira que perdeu nossa base para um futebol com um nível técnico inferior ao nosso enquanto poderiam estar aqui ou indo para a Europa e desenvolver ainda mais nossos talentos.

Hoje, o futebol brasileiro já vive um momento delicado em um problema gravíssimo em que os clubes perdem jogadores, desde a base, para empresários e clubes que camuflam grupos de investidores. Agora temos um novo inimigo: a China.

Os clubes brasileiros precisam se preparar pra esse tipo de investida milionária, mas qual a maneira correta? A principal delas é estipular multas rescisórias altas para a China e outros países milionários, o que por lei, não é proibido. E isso não é preconceito com o futebol dessas potências financeiras, é temer pelo poder aquisitivo deles, que não para de aumentar e se expandir ainda mais. Inclusive, hoje a bola da vez para os chineses tem sido Daniel Alves, o lateral-direito brasileiro que está na seleção do ano da FIFA, teria recebido uma proposta de 43 milhões de reais por temporada e um contrato de 3 anos. São 129 milhões!! Para se ter uma ideia comparativa, é metade do que ganha Lionel Messi, atual melhor do mundo. Eles estão expandindo seu mercado e buscando jogadores até na Europa.

Não da para competir com eles, isso é fato. O que podemos fazer é aprender com o desmanche do Corinthians e procurar reforçar o contrato de nossos jogadores, aumentar suas multas, para caso os chineses ataquem novamente, não perdermos nossas estrelas por uma “baixa quantia”, prejudicar nossos campeonatos e principalmente nossa seleção no futuro.

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