O último Grand Slam de um campeão

O australiano Lleyton Hewitt vai disputar seu último Grand Slam, aos 34 anos (fará 35 no próximo mês de fevereiro) ele vai estar se aposentando das quadras, vai dizer adeus ao mundo do tênis jogando em sua casa no Australian Open.

Com o Wild Card ele vai estrear contra um outro australiano James Duckworth pela primeira rodada.

Parar não é fácil, com certeza uma das decisões mais difíceis para um atleta. Já vimos inúmeros esportistas parando no auge de suas carreiras, porém outros não conseguem, sempre na esperança de voltar ao que já foi há algum dia.

Depois de grandes glórias no tênis – campeão de Grand Slam, número 1 do mundo – ele não está conseguindo manter o mesmo desempenho, sua posição no ranking é apenas a 306ª, prejudicado principalmente pelas lesões que o acompanharam durante toda a carreira, ou seja, a decisão de parar parece ser acertada.

Seu primeiro Grand Slam foi em 2000 nos Estados Unidos jogando em duplas com o bielorusso Max Mirnyi. O par venceu a dupla formada por Ellis Ferreira e Rick Leach com parciais de 6/4, 5/7, 7/6(5)

Em 2001 também jogando o US OPEN ele consegue seu primeiro Grand Slam em simples, massacrando o consagrado campeão americano Pete Sampras por 3 sets 0 com parciais de 7/6; 6/1 e 6/1. Nesse mesmo ano ainda venceu o ATP Finals (torneio que reúne os 8 melhores tenistas do ano) batendo o francês Sébastien Grosjean com 3 sets diretos (6/3, 6/3 e 6/4).

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Hewitt vence Sampras no Us Open

Em 19 de Novembro de 2001 torna-se NÚMERO 1 do mundo, feito que apenas 25 tenistas conseguiram na Era Aberta.

No ano de 2002, ele também repete grandes conquistas, ganhando seu segundo Grand Slam, agora Wimbledon, sem chances para o argentino David Nalbandian, vence por 3×0, com parciais de 6/1; 6/3 e 6/2

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Nalbandian não conseguiu parar o australiano.

Chega também mais uma final do ATP Finals, dessa vez depois de um jogo bastante equilibrado consegue sagrar-se campeão em cima do espanhol Juan Carlos Ferrero (7/5, 7/5, 2/6, 2/6 e 6/4), uma grande final que ficará na memória do tênis.

O Brasil também não esquece do australiano, tivemos uma dura derrota na Copa Davis, quando nosso Guga perdeu por 3 sets a 0 – parciais de 7-6 (7-5), 6-3 e 7-6 (7-3), eliminando o Brasil em casa.

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Com Guga, um dos seus maiores adversários.

Ele está se despedindo das quadras, mais seus feitos e glórias não serão esquecidos.

O seu grito sempre será lembrado: C´mon.

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