A relação entre técnico e jogador é fundamental para o time

Acredito que todos irão concordar comigo que no futebol o relacionamento entre técnico e jogadores é essencial e muito importante para o rendimento de um time dentro de campo, não é? Existe também o ditado que diz: “o bom resultado começa no vestiário”, mas não é sempre que isso é possível – e notamos claramente quando não é -, e há também os casos em que o vestiário do clube é blindado e a imprensa pouco – ou nada – sabe o que se passa lá dentro.

Recentemente acompanhamos dois casos parecidos relacionados ao tema, mas com desfechos diferentes. O primeiro foi o do zagueiro do Palmeiras Leandro Almeida e o segundo de Lucão, por coincidência também zagueiro, mas do rival São Paulo. Almeida falhou em uma saída de bola que resultou em um dos gols do São Bento no empate em 2 a 2 com o Palmeiras, enquanto o são-paulino recuou de maneira bisonha uma bola para seu companheiro de equipe, mas acabou entregando nos pés de Lucca – corintiano que abriu a vitória no último Majestoso em Itaquera.

As duas falhas foram grosseiras, amadoras e inaceitáveis para os que jogam em clubes grandes e profissionais do Brasil, isso é indiscutível e, é claro, que os torcedores não engolirão facilmente esses erros cometidos. Só que a forma com que a torcida lida com o ocorrido não pode ser a mesma adotada pelo técnico e sua comissão.

No caso do Marcelo Oliveira, técnico do Palmeiras, logo depois do jogo, na coletiva de imprensa, expôs o jogador e o detonou sem piedade. Já o técnico argentino, Edgardo Bauza, do São Paulo, preservou e defendeu Lucão dizendo que não podiam crucificá-lo. Concordando ou não com as opiniões, é fácil saber qual foi a melhor para administrar o elenco de cada um. Marcelo Olivera também foi respondido por alguns companheiros de Leandro Almeida – Robinho, por exemplo, defendeu publicamente o zagueiro e foi contra o que o técnico disse.

E o mais incrível na situação no Palmeiras é que o Marcelo Olivera foi quem indicou Leandro Almeida para o clube – os dois trabalharam juntos no Coritiba – e na primeira oportunidade foi esculachado. Perdeu vaga no time titular, reserva, banco e está fora da lista de inscritos para a Libertadores.

Falta de caráter e injustiça é o que define situações em que um bode expiatório é eleito o culpado por todos os problemas que estão acontecendo ou se torna a saída para escondê-los. Bauza ganhou o elenco que agora sabe que pode contar com o seu comandante e, sem dúvidas, entrarão em campo sempre dispostos a jogar com as ideias propostas por ele. Por outro lado, Marcelo que se cuide. Jogadores são unidos e para começar o processo de sua fritura é só os resultados bons não chegarem, técnico queima jogador e jogadores derrubam técnico. Faz parte do jogo.

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