Fala meu nome ai, pô!

A fase de grupos da Libertadores inicia e os 5 brasileiros também começam sua trajetória para conquistar o maior torneio de clubes da América. Os times contrataram pensando na competição, poupa jogadores em Estadual pela competição, mas o Palmeiras esbarrou na Conmebol em um fato que já gera muita polêmica no Brasil, os Naming Rights.

O Allianz Parque – sim, se o Allianz pagou para o estádio ser chamado assim, o nome do estádio é esse – sofrerá restrições da entidade sul americana, o nome Allianz não será mostrado, ou seja, a empresa investiu milhões pra comprar o nome do estádio, a emissora que transmite o futebol não usa o nome da empresa e quando o clube chega a principal competição depois de alguns anos sem participar a empresa também não terá a sua propaganda no estádio por que o manual da competição não permite.

A WTorre e a Allianz ameaçaram até de não permitir que o Palmeiras jogue em casa nos seus jogos na Libertadores, alegaram que não vão cobrir o nome da empresa, igual aconteceu no primeiro jogo do Brasileirão 2015 no estádio. Isso infringe o acordo clube-empresa, a empresa tem o total direito de exigir isso.

O Palmeiras ganhou a ajuda do arquirrival alvinegro nessa briga, não por solidariedade, mas sim também porque é do interesse do Corinthians que o nome do estádio e as propagandas que envolvem a venda nos Naming Rights sejam liberados pela Conmebol. Andrés Sanchez, ex-presidente do clube, diz que o acordo pelo nome da Arena Corinthians está praticamente fechado, mas esses imbróglios com federações e emissoras de TV deixam as empresas com um pé atrás. Andrés Sanchez disse que se o Palmeiras largar a competição, o Corinthians também sai.

Em tempos em que muitos são contra o futebol moderno, não podemos negar que é essa modernidade que mantêm os clubes vivos, com patrocinadores na camisa, patrocinadores nas placas publicitárias no estádio. Achar que o futebol moderno não traz benefícios ao esporte mais popular da Terra é burrice, e querer de volta o esporte bretão é utopia.

Conmebol, CBF, FIFA e todas as entidades, elas sim que estragam o futebol e não a modernidade, a busca intensa por dinheiro, o modo em que elas se vendem por alguns milhões de dólares enoja qualquer amante do futebol. Mas com o passar do tempo, não existindo mais o que vender de si mesma, as entidades começam a vender o nosso patrimônio, estão vendendo os nossos clubes e o nosso amado futebol.

Renan Thierre

Antigamente comia areia e catarro, futuramente um professor de História, atualmente editor no HTE Sports e finge que entende de futebol e outros esportes.

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