HTE Sobre Rodas #10 – Quem é Quem: Sauber F1 Team

Texto: João Magalhães

 

A Sauber é uma das equipes mais tradicionais do grid atual da Fórmula 1. A equipe suíça possui origem nas competições de endurance, tendo inclusive sido a casa de Michael Schumacher no início de sua carreira. Desde a entrada na F1, nos anos 90, a equipe de Peter Sauber nunca conseguiu muito sucesso, mas sempre se manteve sólida e entregou resultados decentes.

A parceria com a BMW nos anos 2000 foi excelente, mas desde que a montadora alemã decidiu se desligar, o desempenho do time não foi mais o mesmo (exceto em 2012, ano em que foram muito bem). Nesse domingo de carnaval o HTE Sobre Rodas fala da Sauber, e o que esperar da equipe para 2016.

Sauber Ferrari

Nome: Sauber F1 Team

Sede: Hinwill, Suiça

Chefe de Equipe: Monisha Kaltenborn

Pilotos: Felipe Nasr e Marcus Eriksson

Desde que perdem o patrocínio da Telmex (que estampava a marca da Claro nos carros suíços), a Sauber tem tido sérias dificuldades financeiras. No início de 2015 viveu uma das situações mais constrangedoras que me lembro de ter visto no mundo da F1. Giedo Van der Garde processou a equipe, pois tinha contrato assinado para correr em 2015 e foi dispensado sem maiores explicações. A coisa ficou feia para o time de Peter Sauber, afinal os juízes deram ganho de causa para o piloto holandês, que chegou a utilizar o macacão de Marcus Eriksson antes dos treinos livres de Melbourne. A situação só se resolveu na última hora, depois de a equipe fazer um acordo ($$$) com Giedo. Um vexame.

Mas, na primeira prova do ano, uma grata surpresa. O brasileiro Felipe Nasr fez uma prova espetacular e, logo em sua estréia, terminou na 5a colocação. Um resultado exuberante para a equipe, ainda mais com um piloto estreante. Porém, o tempo foi passando e o dinheiro acabando. No fim, aconteceu o óbvio: a equipe fez um carro decente, mas com a falta de dinheiro, ficou impossível desenvolver o carro durante o ano. Assim, já no meio da temporada, a Sauber já sofria para pontuar. No fim do ano, chegou a ficar fora do Q2 com certa frequência.

A dupla de pilotos da equipe suíça é bastante razoável para as pretensões da equipe. Marcus Eriksson é um piloto mediano, que entrega uma boa quantidade de dinheiro para a equipe. Possui alguns brilharecos de desempenho, mas normalmente é muito atrapalhado. Felipe Nasr é muito, muito superior ao sueco. Também traz um belo patrocínio, que inclusive dá as cores ao carro do time. Mas ao contrário do companheiro, entrega resultados e desempenhos mais sólidos. Em certa parte da temporada passada teve dificuldades (inclusive apanhou de Eriksson nesse período), mas parece ter se reencontrado ao trocar de engenheiro (algo que pedia há tempo).

Foto: Motorsport.com

Mas a grande dúvida para a Sauber é: terão dinheiro suficiente para fazer um carro decente para 2016? Difícil. A situação financeira do time continua crítica. A equipe faz tudo que pode para continuar na F1, o que é louvável. Mas apenas os motores Ferrari não serão suficientes para dar à escuderia um bom 2016. Aliás, falando em motores, ano passado foram entregues à equipe motores bem abaixo dos utilizados pela equipe de Maranello. Apenas nos testes de pré-temporada os suíços receberam o melhor equipamento.

Meu palpite: gosto da Sauber. Admiro muito garagistas como o velho Peter. Mas não consigo ver um bom ano para o time. Creio que vá brigar no fundo do grid. Vou ficar espantado se ficar na frente de Haas ou Toro Rosso. Pontos serão grandes vitórias.

 

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