HTE Sobre Rodas #11 – Quem é quem: Scuderia Toro Rosso

O ano de 2005 marcou a despedida de uma das equipes mais simpáticas da história da Fórmula 1: a Minardi. Ao fim da temporada, a equipe de Faenza foi comprada pela Red Bull. Assim nasceu a equipe satélite do time dos energéticos: a Toro Rosso.

A entrada da Toro Rosso no campeonato mundial causou polêmica de imediato. Os motores V10 haviam sido banidos no ano anterior. Alegando não ter condições para comprar ou desenvolver um propulsor V8 a tempo para o início da temporada, o time conseguiu autorização para utilizar um motor da Minardi de 2005 com limitação de giros. Obviamente as outras equipes não gostaram nada disso e reclamaram bastante.

Com o passar dos anos, a Toro Rosso se tornou uma equipe mediana com a função principal de prepara pilotos do programa de desenvolvimento da Rede Bull. Os mais talentosos, teoricamente, eram promovidos à irmã maior. Destaque para o tetra-campeão Sebastian Vettel, que antes de se consagrar na RBR conseguiu o melhor resultado da história da Toro Rosso: pole position e vitória no GP de Monza de 2008.

Após aquela temporada, a equipe se tornou um belo moedor de carne. Limou do grid bons nomes como Jean-Éric Vergne e Sebastien Buemi. Mas também promoveu Daniil Kvyat e o ótimo Daniel Ricciardo.

Mas, e 2016? Hoje o HTE Sobre Rodas conta como vem a Toro Rosso para a próxima temporada!

Toro Rosso Ferrari

Scuderia_Toro_Rosso_logo

Nome: Scuderia Toro Rosso

Sede: Faenza, Itália

Chefe de Equipe: Franz Tost

Pilotos: Max Verstappen e Carlos Sainz

Desde o início da nova era turbo da Fórmula 1, as equipes equipadas com motores Renault passaram por maus bocados. A fabricante francesa ainda não conseguiu construir um propulsor com o mesmo desempenho e confiabilidade das concorrentes Mercedes e Ferrari. Não vou falar da Honda, pois é chutar cachorro morto, certo?

O que importa é que, prever o desempenho da Toro Rosso em 2016 passa diretamente pela troca dos propulsores Renault utilizados até o ano passado pelos motores Ferrari. O time italiano irá utilizar motores de 2015, então com certeza não terão o mesmo desempenho da equipe de Maranello.

Haverá, muito provavelmente, um ganho absoluto de performance. Porém, em termos de motores, dificilmente o time de Faenza se aproximará das equipes que utilizam motores Mercedes e da Ferrari (equipe). É difícil de acreditar que a Honda faça algo pior ou igual ao que fez ano passado, então, a McLaren deve se aproximar. Enfim, onde quero chegar: apesar de conseguir melhores motores que os do ano passado, a Toro Rosso deve perder terreno. A não ser que consiga construiu um belo chassis (o que de fato ocorreu em 2015).

Porém, o grande trunfo da equipe satélite da Red Bull é sua dupla de pilotos, que aliás, foi uma grata surpresa em 2015. Max Verstappen e Carlos Sainz estrearam na temporada passada e demonstraram, apesar da imaturidade, muita competência. Os dois são MUITO bons. Se alguém der um bom carro a esses moleques, vão longe. Max se destacou pela pouca idade e por dar verdadeiros shows. Sainz, apesar de menos falado, demonstrou ótimas classificações e boa velocidade em corrida. Pena que quebrou como se não houvesse amanhã.

Max Verstappen deu show no GP Brasil de 2015

 

Enfim, a Toro Rosso deve continuar cumprindo o seu papel: sendo uma equipe decente que serve de trampolim para jovens pilotos do programa da Red Bull. Nada de passar vexame, mas nada de brigar por algo maior. (Monza 2008 é, na minha opinião, uma grande exceção na história do time, e uma prova da genialidade de Vettel.)

Meu palpite: A Toro Rosso deve brigar com Haas e McLaren. Vão ficar a frente de Sauber e Manor, porém não devem conseguir brigar com Force India, Red Bull e Williams. Pontos e Q3 com alguma frequência.

Bola de Cristal do HTE: 2016 é o último ano de Verstappen em uma equipe média. Esse moleque vai voar alto.

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