HTE Sobre Rodas #9 – Quem é quem: Renault Sport Formula One Team

Texto: João Magalhães

Após meses de especulações e notícias desencontradas, a Renault oficializou, ainda em dezembro, a compra da Lotus. Se é que da para chamar de compra, pois na verdade assumiram as dívidas e o controle da equipe, nada mais. Enfim, hoje a Renault apresentou seu carro para 2016 e sua dupla de pilotos.

A entrada de uma nova montadora com equipe própria é um grande alento para a situação atual da F1. Dá um pouco de fôlego à categoria e mostra que ela ainda pode ser atrativa para as grande fábricas.

Hoje é dia de saber quem é a Renault e o que esperar dela!

Renault

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Nome: Renault Sport Formula One Team

Sede: Enstone, Inglaterra

Chefe de Equipe: Cyril Abiteboul

Pilotos: Kevin Magnussen e Jolyon Palmer

A apresentação do carro da Renault para 2016 foi feita com bastante pompa, algo bem diferente do que temos visto nos últimos anos. Teve direito a festa, cerimonial, presença do presidente da montadora e de muita gente importante. Isso demonstra mais do que o simples caráter de novidade. A montadora está fazendo de tudo para deixar claro que vem com um bom projeto, algo que vá render bons frutos.

As imagens do carro não demonstram nada de muito novo. Na verdade, tive a impressão que o carro é exatamente o mesmo da Lotus do ano passado. Parece que apresentaram apenas a pintura com o novo nome e os membros do time. Aliás, uma coisa me chamou atenção: faltam patrocinadores. O carro estampa pouquíssimas marcas, o que confesso que me causou muita estranheza. Mas os franceses assumiram o time agora, e, claro, podem terminar o ano com mais apoiadores. Eles também já avisaram que a nova pintura será usada apenas nos testes, então na Austrália vamos ter algo diferente. Amarelo cai bem aos franceses…

A nova dupla de pilotos tem uma certa dose de surpresa. O venezuelano maluco, Pastor Maldonado, havia sido confirmado para 2016 pela Lotus. Mas seus patrocinadores (leia-se PDVSA) pelo jeito não chegaram a um acordo com a Renault, que botou o Maldonado para correr. E o rapaz ficou sem vaga, o que é uma pequena. O sujeito bate muito, mas é um bom piloto. Poderia ter cuidado melhor da carreira.

Assim, a Renault contratou Kevin Magnussen. E foi uma ótima contratação. É um piloto capaz de entregar mais pontos que Maldonado e já provou ser muito rápido. Teve desempenhos impressionantes na World Series e fez uma temporada bem decente na McLaren. O azar dele foi competir com Alonso e Button. Não dava. Ao lado dele vai correr Jolyon Palmer e o rapaz é um bom piloto, sim. Mas não consigo ver nada de muito especial nele, apesar do título da GP2 em 214. Vale lembrar que quando ele dividiu a Carlin com Felipe Nasr em 2013, levou uma bela surra do brasileiro.

Enfim, os franceses não vieram para brincadeira. Os caras querem ganhar, e estipularam prazos para isso. Após um ou dois anos de transição, querem andar na frente de qualquer jeito. Os chassis fabricados em Enstone têm sido muito bons, desde 2011. Faltou dinheiro para desenvolvimento. Porém, os objetivos da Renault nessa nova fase dependem muito de um ponto: seus motores. Se não conseguirem fazer um motor híbrido capaz de brigar com Ferrari e Mercedes, podem esquecer. Hoje em dia não adianta construir um foguete aerodinâmico.

Meu palpite: Vão brigar no bolo atrás de Mercedes, Ferrari e Williams. Se forem quarto colocados, será excepcional. Pontos, e Q3 devem ser frequentes.

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