O adeus ao grande capitão

No dia 31 de janeiro de 2016 o capitão John Terry confirmou que não renovaria seu contrato junto ao Chelsea, e um vazio tomou conta de todos os torcedores dos Blues. John George Terry nasceu em Londres e em 1995 chegou as categorias de base da equipe em que viria a se tornar um grande ídolo. Sua estreia como profissional aconteceu apenas no dia 28 de outubro de 1998 em um empate com o Aston Villa. Sua afirmação no clube veio após retorno de um empréstimo ao Nottingham Forest em 2000. De lá pra cá foram 4 títulos de Campeonato Inglês, 5 de FA Cup, 2 FA Community Shield, 1 UEFA Europa League e 1 UEFA Champions League. Individualmente também fez história, estando junto a Ryan Gigs, Frank Lampard e Paul Scholes como os 4 únicos jogadores a conquistarem 300 vitórias em jogos de Premier League. O lendário zagueiro teve a honra de por 13 anos ser o capitão de um clube centenário. Nada mais, nada menos que 1/3 das conquistas da história da agremiação contaram com a participação dele.

Nos últimos anos o Chelsea viu em seu destino alguns ídolos se despedindo. Didier Drogba foi embora, voltou e se foi novamente. Petr Cech e Frank Lampard não só deixaram o Chelsea como ainda foram defender clubes rivais que disputam a Premier League, acontecimento que Terry já garantiu que não ocorrerá com ele. Muitos associam a glória conquistada pelos Blues ao dinheiro investido por Roman Abramovich, mas se um jogador pode mostrar a faceta de toda essa glória, esse jogador é o John. Quando todos se despediam, quando as coisas pareciam difíceis ou quando estavam bem, era sempre ele que estava com o papel de líder, o papel esperado de um verdadeiro capitão.

Mas não só de glórias se faz uma vida. Em 2008 um dos episódios mais dramáticos ocorreu na história do clube de Londres. Cenário: disputa de pênaltis contra o rival Manchester United valendo o título da UEFA Champions League, e a bola n pé do capitão que só precisava marcar e sacramentar a conquista do até então inédito título ao Chelsea. Não aconteceu. Terry escorregou, perdeu o gol e o título, temporariamente. Em 2012 a recompensa veio e os Blues ergueram a tão sonhada “Orelhuda” com um elenco que, além de John, contava com Lampard, Cech e Drogba.

Terry e a orelhuda. Foto: Getty Images

David Luiz, que foi companheiro de zaga do camisa 26 no Chelsea, questionou em entrevista ao jornal Mirror a decisão da diretoria do clube em não se esforçar na renovação com Terry:

       “Terry é, provavelmente, o maior jogador da história do Chelsea. O clube precisa mostrar mais respeito.”

É fato que toda a nação azul de Londres gostaria de ver a Lenda se aposentando em Stanford Bridge, afinal, a história construída por ele junto ao Chelsea mostra uma relação que transparece amor. Se despedir do capitão não será fácil, mas sabemos que nos últimos jogos com a camisa 26, que ele tanto consagrou, dedicação não faltará, assim como em todas as vezes que Terry entrou em campo. Resta agradecer tamanho empenho e admitir que não será normal vê-lo vestindo outra camisa. Mas a vida é feita de ciclos, e infelizmente este está próximo do seu fim. Para os torcedores, fica a expectativa para que este se encerre com mais uma taça erguida por seu maior jogador de todos os tempos.

John Terry Capitão, Líder, Lenda. Foto: Getty Images

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Elvis Fernando

20 anos, estudante de Engenharia na Universidade Federal do ABC. Apaixonado por esportes e isso me mantém firme dentro do HTE Sports.
Fundador da marca HTE.

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