Rugby Internacional: Resultados da segunda rodada do Americas Rugby Championship 2016 #ARC2016

A segunda rodada do ARC2016 foi repleta de muitas emoções, principalmente do nosso lado, com os Tupis jogando como nunca contra os Teros, mas deixando escapar no fim a vitória. Vamos ver os outros resultados primeiro:

Na abertura da rodada, uma partida para a memória

Brasil cai diante do Uruguai, mas sai premiado com bônus
O capitão Ige deixando mais um corpo no chão.

O local: Arena Barueri, São Paulo. A Data: 12 de Fevereiro de 2016. As equipes: Brasil Tupis e Uruguai Teros. O País parou para acompanhar a segunda partida da nossa seleção no ARC2016. Depois de quase vencermos o Chile na primeira rodada porque não tivemos tempo para correr atrás do placar (como disse o vice-capitão Jardel Vetoratto), a semana foi intensa de treinamentos e muita expectativa para esta partida. Sete jogadores uruguaios foram os heróis que classificaram a seleção para a RWC2015 e sabíamos que seria uma partida complicada.

Mas não foi o que vimos no primeiro tempo. Vimos um Brasil mordendo cada pedaço de grama em direção aos uruguaios, sufocando cada investida com tackles doídos abaixo da linha do joelho, vimos pela primeira vez um chutador de meio de campo, o que fez com que os uruguaios pensassem duas vezes antes de cometerem penais bobos de qualquer local do campo. Vimos um Brasil mudado, um Brasil pronto para fazer história daqui a um tempo. Nosso primeiro tempo foi impecável defensivamente com a melhor terceira que poderíamos ter, com Ige, Gelado e Wacko. Nenhum uruguaio respirou enquanto estes três destemidos estiveram em campo.

Terminamos o primeiro tempo vencendo por 16-15, após um início avassalador e os uruguaios igualando no fim, com o Brasil recebendo um cartão amarelo na base do scrum, Nelson. Na jogada seguinte os Teros empurraram a formação e provocaram um penaly try não convertido por Silva.

O segundo tempo começou com um penal uruguaio pra deixar em 18-16 e o Brasil sempre devolvendo com a precisão cirúrgica e a felicidade do dia de Harvey, que esteve 100% na noite. Por outro lado, os Teros não acertavam nada, mas conseguiram a superioridade técnica quando o Brasil cansou e demonstrou sinais de confusão. No fim do segundo tempo, mais um cartão amarelo para a base do scrum, desta vez Wacko. Os Teros se sobressaíram e viraram o jogo. O Brasil perde, mas mais uma vez sai com um ponto bônus defensivo.
A evolução dos Tupis está clara e evidente e este torneio está ajudando muito a dar ritmo internacional aos nossos jogadores. É questão de tempo até que consigamos a primeira vitória, o primeiro 5º lugar, o 4º, o 3º, o 2º e o campeonato. Vamos, Tupis!

O Portal do Rugby, via Victor Ramalho, historiador de rugby, conversou com Jardel Vettorato ao final da partida, confira o vídeo na íntegra, que ainda reservou uma infeliz surpresa para nós, fãs.

Brasil 29-33 Uruguai
Tries: Luiz Vieira “Monstro” e Daniel Sancery      Tries: Lamanna (2), penalty, Arata e Kessler
Conversões: Harvey (2)                                              Conversões: Silva (1)
Penais: Harvey (5)                                                       Penais: Silva (2)

Brasil: 1 Wilton Rebolo “Nelson”, 2 Yan Rosetti, 3 Jardel Vettorato, 4 Lucas Piero Moraes “Bruxinho”, 5 Luiz Gustavo Vieira “Monstro”, 6 Mark Jackson “Wacko”, 7 Cleber Días “Gelado”, 8 João Luiz Da Ros(C), 9 Lucas Duque “Tanque”, 10 David Harvey, 11 Lucas Muller, 12 Moisés Duque, 13 Felipe Sancery, 14 Guilherme Coghetto, 15 Daniel Sancery;
Reservas: 16 Daniel Danielewicz “Nativo”, 17 Caique Silva, 18 Vitor Ancina, 19 Felipe Tissot, 20 Nicholas Smith “Nick”, 21 Mateus Tavares Estrela, 22 Laurent Bourda-Couhet, 23 Yan Machado.

Uruguai: 1 Mateo Sanguinetti, 2 Carlos Arboleya, 3 Juan Echeverría, 4 Franco Lamanna, 5 Diego Magno, 6 Gonzalo Soto, 7 Matías Beer, 8 Alejandro Nieto(c), 9 Guillermo Lietjenstein , 10 Rodrigo Silva, 11 Federico Favaro, 12 Andrés Vilaseca, 13 Pedro Deal, 14 Leandro Leivas, 15 Santiago Martínez;
Reservas: 16 Germán Kessler, 17 Facundo Gattas, 18 Ignacio Secco, 19 Ignacio Dotti, 20 Lukas Lacoste, 21 Martín Secco, 22 Santiago Arata, 23 Alberto Román.

Irresistível, a Argentina XV passeia pelos seus adversários

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Com uma atuação sólida dos garotos, a Argentina XV venceu o Chile por 52-15. Após empatar em 35-35 com os USA Eagles, a Argentina sub-23 está mostrando que é, indiscutivelmente, a detentora da hegemonia do rugby masculino das Américas.

Contando com duas estrelas (uma dos Pumas Sevens Segundo Tuculet, irmão do Puma Joaquín Tuculet e o outro é o centro da franquia argentina no Super Rugby Joaquín Paz, que marcou quatro tries na partida), a Argentina XV não teve problemas e fechou o primeiro tempo em 19-9. Nordenflycht converteu três penais para Los Cóndores, mas não foi o suficiente para segurar esta Argentina que atua como um trem desgovernado, lutando por cada centímetro de campo, por todas as bolas, mesmo que cometam erros fundamentais e “juvenis” (afinal, são quase).

O segundo tempo foi impiedoso para Los Cóndores que, com ajuda do clima (fazia 30 graus), não conseguiu igualar o jogo de base e acabou sendo engolidos pelos garotos de Pablo Bouza. E foi aí que a porteira se escancarou e os argentinos fizeram 33 pontos. Um jogo-treino de luxo, digamos assim.

Argentina XV 52-15 Chile
Tries: Tuculet (2), Paz (4), Portillo, Etchart    Tries: —
Cons: Mercerat (6)                                                Cons: —

Pens: —                                                                    Pens: Nordenflycht (5)

Argentina XV: 1 Roberto Tejerizo (C), 2 Axel Zapata, 3 Enrique Pieretto, 4 Marcos Kremer, 5 Pedro Ortega, 6 José Deheza, 7 Lautaro Bavaro, 8 Miguel Urtubey, 9 Lautaro Bazán, 10 Bautista Ezcurra, 11 Segundo Tuculet, 12 Joaquín Paz, 13 Santiago Álvarez, 14 Rodrigo Etchart, 15 Pedro Mercerat;

Reservas: 16 Ignacio Calles, 17 Franco Brarda, 18 Eduardo Bello, 19 Ignacio Calas, 20 Santiago Portillo, 21 Mauro Perotti, 22 Juan León Novillo, 23 Juan Cappiello.

Chile: 1 Claudio Zamorano, 2 Rodrigo Moya, 3 Luis Sepúlveda, 4 Nikola Bursic, 5 Raimundo Piwonka, 6 Cristóbal Niedman, 7 Javier Richard, 8 Benjamín Soto (C), 9 Beltrán Vergara, 10 Cristián Onetto, 11 Ítalo Zunino, 12 Francisco de la Fuente, 13 Matías Nordenflycht, 14 José Ignacio Larenas, 15 Leonardo Montoya.

Reservas: 16 Tomás Dussaillant, 17 Nicolás Venegas, 18 José Tomás Munita, 19 Felipe Bassaletti, 20 Ignacio Silva, 21 Matthieu Manas, 22 Pablo Casas, 23 Matías Contreras.

Hat-Trick de Todd Clever vence o jogo em casa para os Eagles

photo credit: Norma Salinas

Após o jogo de 70 pontos contra a Argentina(você conferiu aqui), os Estados Unidos venceram o Canadá por 30-22. Com tries de Chad London e um hat-trick do “capita” Todd Clever e conversões e penais de James Bird e Niku Kruger, os EUA conquistaram o ponto bônus e estão na disputa do título, juntamente com a Argentina XV. Duncan Maguire diminuiu para os canadenses com um try e Gordon McRorie fez o possível para manter o placar próximo ao converter cinco penais, mas não foi o suficiente.

USA 30 – 22 Canadá
Tries – C. London, T. Clever 3             Tries: D. Maguire
Cons – J. Bird, N. Kruger                     Cons: A. Ferguson
Pens – J. Bird, N. Kruger                      Pens – G. McRorie 5

USA: 1 E. Fry, 2 M. Sosene-Feagai, 3 C. Baumann, 4 B. Orth, 5 B. Landry, 6 N. Brakeley, 7 T. Clever (C), 8 D. Tameilau, 9 M. Te’o, 10 J. Bird, 11 K. McGowan, 12 L. Filikitonga, 13 C. London, 14 L. Hume 15 J. Anderson;

Reservas: P. Blair, J. Hilterbrand, J. Taufete’e, O. Kilifi, A. Gletzer, N. Kruger, J. Eloff, M. Garrity.

Canadá: 1 H. Buydens (C), 2 R. Barkwill, 3 J. Ilnicki, 4 P. Ciulini, 5 C. Morrison, 6 L. Rumball, 7 A. Clark, 8 C. Panga, 9 G. McRorie, 10 G. Bowd, 11, D. Moor 12, N. Blevins, 13 M. Samson, 14 P. Mackenzie, 15 P. Parfrey;

Reservas: E. Howard, R. Brouwer, M. Hamson, D. Sears-Duru, L. Chisholm, K. Baillie, A. Ferguson, D. Maguire.

Você acompanha o ARC2016 no HTE Sports e confere a tabela do torneio aqui!

Vinícius Guedes

Administrador de Empresas pela UFRRJ, Segurança Privado, Árbitro de Rugby pela RioRefs, jogador pelo Itaguaí Rugby. Gosta de esportes, filmes, séries e muita música.

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