Saída de D’Alessandro deixa lacuna e legado no Internacional

Texto: Marques de Souza

El Cabezón é o apelido do meia de 34 anos e a história é daquelas que dariam um belo filme. Após ser comprado pelo Internacional, D’Alessandro fez sua estreia no dia 13 de agosto de 2008 contra o Grêmio, pela Copa Sul-Americana. O jogo terminou em 1 a 1, ,mas o Inter eliminou seu arquirrival, vindo posteriormente a ser campeão. Os bons resultados eram somente o início do casamento e as conquistas estavam apenas começando.

Em 2010, a conquista da Copa Libertadores veio sob a batuta do camisa 10 argentino e, em 2012, o primeiro título como capitão. De 2008 pra cá, se passaram muitos anos, mas cresceu o amor do jogador pelo clube e o respeito e admiração da torcida pelo atleta que tantas alegrias proporcionou.

Em uma decisão pessoal, D’Alessandro anunciou sua saída para o River Plate, por empréstimo. A vontade de jogar e ajudar o clube em que cresceu e o formou como atleta falou mais alto e expôs duas situações.

Por um lado, uma saída por empréstimo acaba refrescando uma relação longa. Respirar outros ares vai ser bom para o atleta que motivado por novos desafios, deve voltar ainda mais experiente.

Em contrapartida, grandes desafios também terá o Internacional. No aspecto emocional, o clube vai buscar encontrar um atleta que exerça liderança e demonstre vontade dentro de campo; E na parte tática, vai ser fundamental equilibrar a equipe de modo que não sinta falta da capacidade de armação e profundidade ofensiva, que tão bem fazia o meia.

Desafiador, mas possível. Para ambos.

Referência. Ser adjetivado por essa palavra talvez seja a maior meta de todo jogador de futebol. D’Alessandro conseguiu e, após chorar na coletiva de imprensa onde minutos depois anunciaria sua saída, deixou bem claro que não encerrou o ciclo, mas somente uma etapa.

Para a felicidade dos colorados.

Para o alívio do jogador.

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