SOBERANO’S #59 – Vexame histórico

Ao final do jogo de ontem comentei na redação do HTE Sports que só faria escreveria minha opinião hoje, pois se o fizesse logo após o término do jogo não sairia nada mais que xingamentos aos jogadores que estiveram em campo. Foi uma atuação patética do tricolor, preguiçosa e com qualidade técnica bem limitada.

Na fase preliminar contra o Cesar Vallejo comentei que via um São Paulo em uma evolução, tanto tática, por conta de uma organização melhor em campo, como de postura. Nesse primeiro jogo da fase de grupos a evolução cessou por completo e o que vimos no Pacaembú foi uma das coisas mais grotescas protagonizada pelos jogadores do São Paulo que já vi. Não digo que era obrigação massacrar os bolivianos, mas os 11 que estavam em campo deveriam mostrar o mínimo de respeito aos mais de 35 mil presentes ao estádio municipal. Vou comentar em partes alguns tópicos sobre o jogo de ontem:

Michel Bastos: O novo capitão não acerta um passe, um cruzamento, uma finalização. Tecnicamente está muito mal desde o ano passado, curiosamente após a renovação de contrato. Chegou até a se desentender com a torcida no final do ano. Michel sempre foi um jogador de força e finalização de média distância. Nunca foi craque, mas era funcional. Hoje não é nem sombra do jogador que foi no início de sua trajetória no Tricolor. Tá na hora de ter uma chamada forte da diretoria para definir o que quer da vida.

Ganso: O camisa 10 não se encontra com nenhum esquema e técnico. Vive de espasmos, de um passe, de uma finalização esporádica. Já são quatro anos no São Paulo. Não tem mais nenhuma desculpa disponível para que não renda.

Centurión: Teve nesse início de ano a sequência de jogos que dissera que lhe faltava para render. Mas o que vemos em campo é um jogador estabanado, que não sabe para onde tem que virar, como dominar uma bola, como finalizar, como passar. Não tem como insistir em um jogador desse nível.

Lucão: A falha foi coletiva no gol do The Stronghest, mas olhem o replay e vejam quem estava marcando o jogador que fez o gol. É incrível que, toda falha da defesa, individual ou coletiva, ele esteja no meio. Ah, mas o cara é esforçado, trabalha muito. Mas não tem condições de ser jogador de futebol. Eu posso estudar física quântica o dia inteiro que não vou ter condições de trabalhar no ramo, pois não é minha vocação. Lucão pode ser um ótimo engenheiro, médico, administrador de empresas. Futebol simplesmente não é dele. Se é são-paulino, que vá para a arquibancada torcer. Não é o único responsável do péssimo futebol mostrado pelo São Paulo, mas isso não o torna menos ruim.

Mena: O lateral veio por que era considerado melhor defensor que os outros que estavam lá. Porém, mesmo nos jogos contra o Cesar Vallejo, alertei sobre a avenida Mena no lado esquerdo da defesa. Falhou feio na cobrança do escanteio que gerou o gol adversário.

Hudson: Ao ver Hudson em campo entendemos por que Osório queria transformar Breno em volante. Marca mal e sai jogando pior ainda.

Edgardo Bauza: Tem como desconto o fato de ter pouco mais de 1 mês com o time e já ter mostrado, em alguns momentos, uma equipe mais organizada. Seu plano tático é bem montando e alguns jogadores (citados acima) não estão colaborando. Precisa parar de insistir com alguns jogadores que claramente não tem condições. Rogério vive um momento, para dizer o mínimo, muito melhor que Centurión. Kardec é um poste em campo, Calleri dá mais opções ofensivas. Precisa encontrar alternativas urgentes para Lucão, Hudson e Mena. Precisa agitar esse elenco. E Lugano, se estiver em condições físicas, tem que ir para campo. Não acho que será a solução dos problemas técnicos da zaga, mas tenho certeza que o uruguaio gritará com meio time em campo exigindo uma postura muito melhor que a que vimos ontem.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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