Tênis nos Jogos Olímpicos – Simples Masculino

A Federação Internacional de Tênis (ITF) é a entidade responsável pela organização do esporte nas Olimpíadas, o sonho dourado está sendo bastante discutido no circuito, todos esperam faturar a medalha e fazer história no Rio de Janeiro.

Os jogos serão no Centro Olímpico de Tênis (que não ficará totalmente pronto). Uma mudança que vamos observar comparando os jogos de Londres é que o terceiro e decisivo set terá tie-break, com isso os jogadores não ficaram expostos a jogos longos, principalmente quando pensarmos no grande calor na cidade carioca (a cobertura que antes estava prevista, não ficará pronta).

Tivemos no início do ano um pequeno desentendimento entre a ITF e a ATP (Associação dos tenistas profissionais), as duas entidades não entraram em um acordo, e por isso os jogos não contaram com pontos para o ranking individual.

Uma outra preocupação é que o jogos são próximos do ATP 1000 de Cincinnati – um dos mais tradicionais do circuito – pois ele começa dia 14 e vai até o dia 21 de agosto, lembrando que o tênis nas Olimpíadas vai de 06 a 14 de Agosto.

No post de hoje falaremos da classificação para o Simples Masculino.

As chaves de simples contarão com 64 tenistas, pelo o que ouvimos até agora, todos os principais nomes estarão no Rio de Janeiro.

Logo após o segundo Grand Slam do ano – Rolland Garros em Paris – os 56 tenistas no ranking que será divulgado em 06 de junho estarão automaticamente classificados para o Rio de Janeiro.

Por ser o país sede, o Brasil já tem um atleta classificado para cada modalidade: simples masculino, feminino, duplas e duplas mistas.

As demais vagas serão distribuídas de acordo com critérios já definidos:

  • Pais sede:

Hoje temos o paulista Thomaz Bellucci como o melhor brasileiro, ele ocupa a posição de número 35 (ranking 22/02/2016), porem caso ele ou outro brasileiro não esteja entre os 54 colocados, o melhor brasileiro terá direito a vaga.

  • Representação regional

Como vimos a ITF é a entidade que detém os direitos de organizar as Olimpíadas (assim como a Copa Davis, Fed Cup, Hopman Cup e os quatro Grand Slam), sendo assim a próxima vaga é para uma representação regional, caso uma das suas seis Associações regionais não tiver nenhum representante via ranking. Caso isso aconteça seu melhor jogador ranqueado terá direito a essa vaga, para isso ele precisará está pelo menos no top 300 do ranking mundial.

Único tenista sul-americano medalhista de ouro (2004 Atenas)
O chileno Nicolás Massú: único tenista sul-americano medalhista de ouro (2004 Atenas)
  • Campeão Olímpico ou de Grand Slam.

Caso um jogador que foi campeão olímpico ou ganhador de um Grand Slam e não tenha conseguido a vaga, ele poderá ir aos jogos com uma das duas vagas destinado para esses casos. O ranking individual também será critério, pois ele deverá estar entre os 200 melhores tenistas.

  • Universalidade

Esse critério, assim como o anterior, também terá um limite de duas vagas.

Caso ainda tenha vaga, ela será encaminhada para o próximo tenista melhor colocado no ranking – sempre lembrando que será o lista de 06 de junho de 2016 – para um país que não tenha representação em simples.

As outras duas vagas serão definidas por uma comissão tri partidária.

No caso de ainda não serem preenchidas todas as vagas de acordo com o critério acima, a ITF vai selecionar tenistas em consulta com o Comitê Olímpico Internacional (COI) para completar a chave.

Importante lembrar que para esse evento não teremos convites, os famosos (wildcards), ou seja, os brasileiros precisam buscar a maior pontuação possível nesse primeiro semestre para poderem disputar os jogos.

Toda quarta-feira estaremos publicando sobre o tênis nas Olimpíadas, no próximo post falaremos sobre as duplas masculinas – a grande esperança do Ouro brasileiro.

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