De Bandeja – Caminho para a medalha olímpica definido

Na última semana foram definidos os grupos da competição de basquete para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, tanto no masculino quanto do feminino. Os homens estarão no grupo B, junto de Espanha, Argentina, Lituânia, Nigéria e mais uma seleção que virá do Pré-Olímpico mundial. No grupo A teremos EUA, Venezuela, China, Austrália e mais duas seleções que virão do mesmo torneio pré-olímpico. Já as mulheres estão no Grupo A junto de Austrália e Japão e mais três seleções a serem definidas. No grupo B teremos EUA, Canadá, Sérvia, Senegal e mais duas seleções que virão do pré-olímpico. Tanto no masculino quanto no feminino, os times jogam entre todos do seu grupo, classificando-se os quatro primeiros para a fase de quartas de final.

Começando pelo masculino, a seleção brasileira pegou um caminho complicadíssimo. A Espanha, atual campeã européia, talvez seja a única equipe na competição com talento o suficiente para encarar a seleção dos EUA. O time dos irmãos Gasol e Ricky Rubio é o grande favorito a disputar a final contra os americanos. Argentina e Lituânia são sempre páreos duros, mas a geração atual tem totais condições de vencer esses confrontos. A vaga restante pode ser preenchida por França, Sérvia, Grécia, México, Porto Rico ou Canadá, todas seleções duras também. A Nigéria, na teoria, será o saco de pancadas do grupo.

Nesse cenário, Ruben Mangnano precisará de força máxima, ou seja, que todos os atletas convocados estejam em boas condições físicas. Uma baixa importante e já comentada pela gente aqui no De Bandeja será de Tiago Splitter, que fará uma cirurgia e tem possibilidade quase nula de estar apto para a competição. O alento vem da armação, com Marcelinho Huertas ganhando cada vez mais minutos no Lakers e voltando a fazer boas atuações. Huertas ainda é o principal nome da seleção e chegar em boa forma vai ser crucial para que o Brasil conquiste o segundo lugar no grupo (a primeira posição deve ficar com a Espanha) deixando um possível cruzamento com as melhores seleções somente para as semi-finais. Se isso ocorrer, há chances de lutarmos pelo bronze.

Já a seleção feminina ainda é uma incógnita. Como ainda faltam muitas vagas para serem definidas no grupo, não há como analisar a dificuldade na fase de grupos. Mas a seleção tem algo mais sério para se preocupar ainda. A CBB e a LBF ainda estão em pé de guerra e o evento-teste que teve na arena que sediará os jogos ocorreu com um boicote das principais equipes que não liberaram suas jogadoras para o torneio, em discordância na maneira com que a confederação tem conduzido a seleção e o basquete feminino como um todo. Longe dos tempos gloriosos do esporte em que tínhamos jogadores como Hortência, Magic Paula e Janeth Arcain, a briga nos bastidores complica cada vez mais a preparação. O Brasil entra como zebra na busca de uma medalha no feminino. Acho até que se classifica na fase de grupos, mas ficando em 3º ou 4º, onde, pela lógica, encararia a seleção dos EUA ou do Canadá nas quartas de final, um cenário totalmente desfaforável. Uma pena que um esporte que já trouxe um campeonato mundial e uma medalha de prata para o Brasil esteja tão mal administrado e desprestigiado nos últimos 15 anos.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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