HOSPÍCIO #47 – Pragmatismo para vencer

Adenor Leonardo Bacchi, o maior responsável pelo bom início de ano do Corinthians. Diferente de outras épocas, o “EmpaTite” já não é mais a filosofia do técnico, o que faz com que seu time, mesmo contestado, colha bons frutos de um trabalho curto.

10955862_764824193603459_1207658057_n (1)

Em situações semelhantes, como, por exemplo, em 2013, em que o Corinthians não tinha peças de reposição à altura dos titulares e o clube após a eliminação para o Boca Juniors vinha numa “crise”, Tite pecava em aspectos que ele consertou em 2014, em seu ano sabático. A postura daquele time era clara: fazer um gol e confiar na sua forte defesa (principal característica de todos os times que Tite treinou), e recuar, tentando, assim, repetir o sucesso de 2011 e 2012, anos em que o Corinthians havia ganho 3 títulos de suma importância assumindo essa postura. Não deu certo, o Brasileirão foi lamentável para o corinthiano e Tite deixou o comando técnico.
Hoje, em um time em reconstrução, a postura é outra. Os jogadores não recuam, pelo contrário, jogam em cima como em 2015. Isso explica o fato dos últimos gols ocorrerem nos últimos minutos de jogo. O que não mudou é a força da defesa. Mesmo sem Gil, titular absoluto e zagueiro de Seleção, o sistema defensivo é praticamente impecável, utilizando peças de reposição como Yago, Balbuena, Bruno Henrique e Willians, sem contar o conhecido “volta pra marcar” dos meias e dos atacantes.

“Por vezes, é chato ver o Corinthians jogar. Dá sono”. Sim, mas é isso que faz o Corinthians estar invicto em 2016 (em jogos oficiais). Esse jogo “chato”, pragmático, em que a defesa é a arma e o alicerce para a reconstrução de ataque e meio, sendo uma fortaleza para defender e possibilitar testes e tempo para os outros dois setores se fortalecerem, deixa, de novo, o time entre os favoritos para ganhar qualquer campeonato que disputar.

Reconstrução é a meta. O pragmatismo é uma das sub-metas para que se possa alcançar a meta maior. É questão de tempo para vermos o Corinthians jogando como estava no final de 2015. O sistema tático é o mesmo. O técnico é o mesmo. O tempo transformará e o pragmatismo pode evitar as doloridas eliminações que ocorreram ano passado.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

%d blogueiros gostam disto: