Meu Jogo Histórico #9 – Finalmente Tri!

Texto: Rava Ogawa

27 de Novembro de 2013, após um longo período (7 anos, 4 meses e 29 dias), o Flamengo estava novamente em uma final de Copa do Brasil, a primeira no novo formato de disputa, e pra mim, uma das mais emocionantes, afinal, fase a fase, íamos eliminando os principais times da disputa do Campeonato Brasileiro do referido ano, o primeiro deles foi o Cruzeiro, naquela sofrida fase de oitavas-de-final onde um gol de Carlos Eduardo – sim, Caduzinho nos ajudou e muito! – no primeiro jogo, e Elias aos 43 – sempre aos 43 – no segundo jogo, nos levaram até as quartas-de-final, onde o adversário seria o nosso velho conhecido Botafogo, o primeiro jogo foi um empate em 1×1 e o segundo jogo uma bela sapatada no Foguinho, onde o Broca foi mais que decisivo e só não anotou um Poker porque resolveu ser generoso e dar a bola do pênalti para o na época capitão, Léo Moura. Na semifinal, nosso adversário foi o Goiás, que vinha voando até então, a carga dramática do jogo foi garantida pela ausência de Felipe nas duas partidas devido a uma artroscopia no joelho direito, fazendo com que PV assumisse a meta Rubro-Negra nos dois jogos, para nossa sorte, Paulinho, Elias, Processinho Antônio e o Broca estavam em grande fase e o Walter e seus companheiros de time não “deitaram e rolaram em cima do Flamengo” como queriam. Finalmente chegamos à 20 de Novembro, data da primeira perna da final, à época, dadas as campanhas no Campeonato Brasileiro, o Atlético era favorito, e contava com um Paulo Baier em grande temporada municiando os velozes Everton pela esquerda e Cirino pela direita, o que para nós foi excelente, tendo em vista que o Flamengo historicamente não sabe lidar com vantagens e cresce toda vez que é subestimado, num jogo de golaços, onde Cirino aos 18 do 1ºT abriu o placar para os donos da casa e Amaral, mais um herói improvável do título, aos 30 da mesma etapa empatou, garantindo a vantagem ao Rubro-Negro carioca para o jogo da volta, uma semana depois.

Um dos heróis do título da Copa do Brasil.
Um dos heróis do título da Copa do Brasil.

27 de Novembro: Finalmente o dia de escrever história no novo formato da Copa do Brasil havia chegado, a ansiedade tomava conta durante todo o dia, que de pirraça, demorou a passar, por volta das 20h rumei para a casa de um tio trajando a camisa do título Brasileiro de 2009, apegado a uma “sorte” que a camisa trazia durante toda a trajetória da Copa, ao chegar lá, minha tia, vascaína, parecia prever o sofrimento do jogo e disse que o Flamengo poderia até ganhar, mas seria bem no final, a muito custo, e assim o foi, chances caprichosamente desperdiçadas, uma cobrança de falta quase perfeita executada por Luiz Antônio que traiçoeiramente encontrou o travessão, mas queriam os deuses do futebol que os autores do gol fossem a dupla Elias e Hernane, que haviam brilhado durante a Copa, e o primeiro gol nasceu de uma brilhante jogada de Paulinho pela esquerda, que limpou os marcadores e rolou para Elias finalizar pro gol, matando assim o ímpeto paranaense e colocando as duas mãos na taça, garantidas sete minutos depois, depois que Hernane, de puxeta finalizou no canto de Weverton, devagar, sem chance de defesa. Éramos finalmente campeões da Copa do Brasil de novo, os primeiros do novo formato, era a recompensa a um time que lutou arduamente e superou as próprias limitações e as trocas de treinador durante o torneio e provou que era mais do que se pensava. Após o jogo fomos comemorar na Olívia Flores, tradicional ponto de encontro da torcida Rubro-Negra em títulos do Mais Querido.

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