O renascimento do Gladiador

Foto: Franklin de Freitas

Kléber Giacomazzi de Souza Freitas, mais conhecido como Kléber Gladiador. Jogador revelado pelo São Paulo, que saiu cedo para a Europa, onde ficou por quatro temporadas defendendo as cores do Dynamo de Kiev, da Ucrânia. Retornou ao Brasil para ser ídolo no Palmeiras, fazer sucesso no Cruzeiro, dividir as opiniões no Grêmio e ser altamente contestado no Vasco da Gama. Quais novos capítulos a vida reservaria ao atleta?

No início de 2015, o Gladiador não tinha um rumo definido. Ser renovar com o Vasco após uma temporada discreta no clube, disputando a Série B, Kléber foi afastado pelo Grêmio e estava sem clube. Despertou o interesse de alguns times, mas não chegou a nenhum acordo. Apenas em junho ele teve a oportunidade de voltar aos gramados, defendendo a camisa do Coritiba.

Após sete meses sem atuar, Kléber estreou no Coxa no dia 28 de junho, enfrentando o Cruzeiro, jogo que o Coritiba venceu por 1×0, mas com um atuação sem brilho do atacante. No entanto, os jogos foram passando e o Gladiador foi encontrando no Couto Pereira um lugar para morar, um lugar para chamar de seu Coliseu.

Kleber comemora gol marcado no Campeonato Paranaense 2016 (Foto: ESPN)
Kleber comemora gol marcado no Campeonato Paranaense 2016 (Foto: ESPN)

Aos 32 anos, Kléber Gladiador atuou em 24 partidas com a camisa do Coritiba, marcando 14 gols. Não são números expressivos, mas passam a ser quando você observa o seguinte detalhe: são 13 gols em 11 jogos na atual temporada. Com direito a golaço de bicicleta e um posto de liderança no time paranaense, o Gladiador renasceu.

De momentos de glória a situações conturbadas, de títulos conquistados a afastamento de um elenco principal. A vida do Gladiador no futebol mostra os altos e baixos que todo jogador vive, mas também demonstra a perseverança e a vontade de melhorar, de se reerguer. Em entrevista recente, o jogador afirmou que hoje joga por amor. Então, que o amor continue fazendo com que atletas como Kléber Gladiador possam dar a volta por cima, pois o futebol só tem a ganhar com isso.

Heider Mota

Baiano, 21 anos, estudante de jornalismo e amante dos esportes. Twitter: @heiderzito

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