Um adeus digno de uma carreira lendária

Kobe Bryant. 20 anos como jogador do Los Angeles Lakers, recordista de tempo em uma única franquia da NBA. 3º maior cestinha da história da liga. Único jogador com mais de 30.000 pontos e 6.000 assistências. 5 vezes campeão da NBA, sendo o MVP das finais em duas oportunidades. São 19 recordes da franquia. E, ontem, deixou os fãs do basquete órfãos de mais uma lenda, de mais uma estrela, de mais um jogador que trouxe novos torcedores mundo afora.

O camisa 8/24 do Los Angeles Lakers deixou as quadras ontem em uma partida típica de sua carreira na NBA. Ou seja, foi extraordinário. Com 37 anos, anotou simplesmente 60 pontos contra o Utah Jazz, também já eliminado dos playoffs. Das homenagens emocionantes, com Magic Johnson de mestre cerimônias e depoimentos tocantes de ex-companheiros de equipe como Shaquille O’neal, Derek Fisher, Phil Jackson, de outras estrelas da NBA como LeBron James e Stephen Curry além do torcedor símbolo da franquia Jack Nicholson, ao jogo propriamente dito, todos sabiam que era o dia dele. E ele fez tudo o que mais sabe. Arremessou de média distância, de três pontos, infiltrou, fez o carnaval ofensivo. Mostrou os movimentos e habilidade que nos fez admirá-lo a cada vez que entrava em quadra. Monstro, lenda, mito, gênio.

Das comparações com Michael Jordan no começo de carreira pelo seu estilo bem semelhante de jogo (Confira o vídeo abaixo) fica a certeza de uma coisa: Os dois foram a representação de excelência do esporte, de busca pela perfeição, de briga incessante pelo sucesso. Assim como MJ, Kobe nunca se contentou com pouco, sempre quis ser o melhor e vencer a todo custo. Muitos críticos dizem que ele segurava muito a bola para si, para ele mesmo fazer os arremessos e por isso o número de pontos. Mas Kobe o fazia por assumir a responsabilidade de levar a equipe ao sucesso, por saber de suas qualidades. Perdeu muitos jogos por isso? Sim, mas decidiu outros tantos da mesma forma.

Uma pena que as contusões que teve nos últimos anos a fase do Los Angeles Lakers não era das melhores. Mas fico feliz de ter acompanhado a carreira de um dos melhores de todos os tempos. Primeiro, segundo, décimo não importa, pois qualquer ranking do tipo é muito subjetivo e sujeito a longas e árduas discussões infrutíferas. Foi o segundo melhor que vi jogar, somente atrás de Michael Jordan. Na modesta opinião desse que vos escreve, está a frente de LeBron James, Tim Duncan, Allen Iverson e outros jogadores contemporâneos.

Para encerrar esse post, vou citar a melhor frase que li sobre sua despedida, proferida pelo meu grande amigo Heider Mota, um dos cabeças do HTE. Não foi Kobe que se despediu do basquete. Foi o basquete que se despediu de Kobe. O esporte, nunca mais será o mesmo.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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