CLUBE DA FÉ #74 – Pós-Jogo: Atlético-MG 2×1 São Paulo

Caros amigos tricolores, fazia tempo que eu não ficava tão nervoso com um jogo do nosso São Paulo. Nos últimos anos a empáfia do elenco e os bastidores sempre complicados me fizeram perder a expectativa de conquistas e, sem essa expectativa, não conseguia nem mais ficar ansioso com os jogos. As derrotas já eram sempre esperadas. Nesse ano mesmo, pelo início no Paulista e na Libertadores era um desanimo total. Tanto que nosso cantinho do torcedor sofreu duas alterações de nome, uma em protesto a falta de vontade que a equipe demonstrava e outra para lembrar nossas raízes e acreditar que poderíamos viver dias melhores.

E ontem sofremos, ficamos nervosos novamente, e quase perdemos novamente a esperança quando o jogo começou. Os dois gols com 11 minutos de jogo e a falta de reação até aquele momento, com o time nervoso, sem conseguir se desvencilhar da pressão atleticana nos afetava novamente. Até o escanteio aos 14, cobrado por Kelvin e cabeceado por Maicon, disparada a melhor contratação do São Paulo dos últimos tempos, parou no fundo das redes. O 2×1, resultado que nos colocava nas semi-finais da competição que é nossa obsessão, nos alegrava e trouxe o nervosismo para o jogo em cada ataque do adversário. Cada bola alçada na área, cada boa jogada do Cazares e cada gol perdido nos contra-ataques me faziam jogar a almofada do sofá no chão como há muito não fazia.

Não foi o jogo do primor técnico. Não foi o jogo para encantar o público. Foi o jogo para trazer o orgulho de ver um time vibrante e brigador de volta. Foi o jogo para encerrar o estigma de eliminações para compatriotas na competição sul-americana. Foi um jogo para vermos o leão Hudson no meio campo rachando todas, para vermos Maicon ganhar todas por cima e por baixo, para Ganso tocar de lado quando necessário e queimar tempo de jogo, para Calleri dar o espírito argentino que muitas vezes invejamos à equipe, para vermos Lugano vibrar do banco com cada jogada. Foi um jogo para recuperarmos a alma são-paulina a muito esquecida.

Classificação também para reconhecer o bom trabalho de Edgardo Bauza, nosso treinador muito contestado no início do ano. Sim, ainda falta muito para ser o São Paulo que nos apaixonamos, mas o argentino nesses cinco meses já conseguiu dar duas coisas a equipe que faltavam há anos: Organização tática e espírito de competição. Como ele mesmo disse após o jogo, seremos o time da eficiência. É nessa eficiência que apostaremos as fichas daqui a 40 dias mais ou menos, quando retomaremos a competição.

Chegamos às semi-finais num momento que pouco dava para apostar racionalmente que conseguiríamos, dado o histórico recente. Claro que queremos o título e vamos torcer e vibrar junto com os jogadores para isso. Mas, pelo menos na modesta opinião deste torcedor que vos escreve, já superamos as expectativas do que poderíamos alcançar. E tomara que continuemos a superar.

Para finalizar, um recado para o Leco, nosso presidente: Vende o CT, vende seu carro, vende o que for, mas COMPRA O MAICON! O sucesso do São Paulo no restante da competição passa pela permanência desse zagueiro que já é símbolo da reconstrução tricolor. #FICAMAICON.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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