HOSPÍCIO #57 – Vaias à teimosia

O Corinthians saiu de campo vaiado. Ou melhor, alguns jogadores em especial saíram de campo vaiados. Mas, o que estava por trás dessas vaias? Será que as vaias realmente eram para os jogadores, ou a intenção dessas vaias era outra?

hospício

A torcida do Corinthians sempre teve por característica aceitar os jogadores e os apoiarem a crescer no clube (isso, um pouco menos depois que ganhou a Libertadores, é verdade). Porém, quando esse jogador não demonstra vontade e falta a qualidade técnica, a Fiel, na maioria, é impiedosa.

É o caso de muitos jogadores do Corinthians hoje. Mas, há de se dizer: a culpa é dos jogadores, ou de quem os escala em uma posição, como acontece, que não é a deles? A culpa é dos jogadores ou de quem pediu as suas contratações, mesmo analisando que tais não serviriam no esquema de jogo? Pois é. As vaias, direcionadas a determinados jogadores, na verdade, são vaias à teimosia.

Insistência é bom, em determinados casos. Em situações em que o resultado final é positivo, ela é chamada de persistência. A persistência de Tite ano passado com Vagner Love, por exemplo, rendeu frutos no final do ano. Infelizmente, hoje não é possível mais insistir tanto em um jogador. À época, Jadson, Renato Augusto e até Malcom seguravam a barra e decidiam o jogo para o Corinthians, enquanto o Love ia se desenvolvendo e se adaptando ao estilo de jogo que Tite o pedia. Em dias atuais, nenhum jogador é unanimidade no time titular. Não há jogadores que possam decidir o jogo como faziam os já citados.

Indo além: o 4-1-4-1 campeão do ano passado já não serve mais. As peças de hoje não têm a característica de servir o time tão bem como os que serviram no Hexa. E forçá-los a jogarem numa posição e função que não é a deles, ver que não está dando resultado e continuar com o comportamento, é uma insistência desnecessária. É teimosia.

O que todos os torcedores corinthianos hoje pedem em coro é: deixe de teimosia. Tite é o maior técnico da história do Corinthians, é ídolo incontestável. Hoje, esse esquema e esses jogadores não funcionam juntos. Pode ser que esse post vire motivo de chacota ao final do ano, porque o time, mais uma vez, tenha vencido um título com essa formação, e tomara que aconteça (aqui, o eu torcedor contrariando o eu jornalista). Mas, pelo panorama atual, é muito difícil disso acontecer. São muitas peças que necessitam de adaptação.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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