A Fantástica Fábrica de NADA

Na redação do HTE foi sugerido o tema “Por que o Brasil não fabrica camisas 9?”; o tema é totalmente válido visto que Guerrero, Lucas Pratto e Calleri são os principais centroavantes nos clubes brasileiros. Guerrero tinha tudo pra ser ídolo no Corinthians (Cantinho do Torcedor corintiano) porém se transferiu para o Flamengo e continuo fazendo gols. Pratto é um dos principais jogadores do Atlético Mineiro (Cantinho do Torcedor atleticano) e Calleri mal chegou, ganhou música, ganhou a torcida e mesmo com os dias contados os são paulinos (Cantinho do Torcedor tricolor) não querem perder o seu centroavante.

Mas vamos analisar um pouco: O Brasil não está fabricando nada, nenhuma posição, não temos uma boa safra de goleiros, zagueiros, meias e atacantes. O que temos são algumas agulhas no meio do palheiro. Gabriel Jesus, Gabriel, Douglas Santos, Marquinhos e outros.

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Estamos importando o que foi exportado por nós mesmo há alguns anos, vendemos possíveis joias, a Europa lapida e os transforma em grandes jogadores e assim eles voltam para nós (não para os clubes, mas sim para a Seleção). Marquinhos que cedo saiu do Corinthians passou pela Roma e agora está sendo desejado pelo Barcelona para ser um dos pilares defensivos. Felipe Anderson – está na Lazio e dividirá com outros a responsabilidade de conquistar o inédito ouro olímpico – saiu do Santos sem deixar saudades. Casemiro idem, Alisson está deixando o Internacional, Gabriel Jesus e Gabriel Barbosa não durarão muito no nosso futebol.

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A verdade é que o Brasil não está formando jogadores, dependemos de um brilho próprio dos meninos. Gabriel Jesus, por exemplo, ainda peca muito em algumas finalizações e não mostra evolução no quesito, caso se transfira para Europa com toda certeza terá um trabalho específico para aperfeiçoar esta habilidade. Neymar aprendeu a ser mais objetivo no Barcelona, bate faltas, dribles mais curtos e hoje é muito melhor que o Neymar que saiu do Santos em 2013. Infelizmente a escola brasileira – tanto de jogadores, técnicos, árbitros e dirigentes – está falida, o nosso futebol morre aos poucos e são por “fraturas múltiplas”. Caímos para Peru e Equador na Copa América, não tivemos seque um técnico nosso nas quartas de final da Libertadores, não temos um técnico nosso que é prestigiado mundialmente, nenhum jogador que atua no Brasil está em seu auge e não chegará ao seu auge se continuar no nosso país, os árbitros erram em 5 de 10 jogos por rodada no Brasileirão, dirigentes fazem negócios obscuros ou são burros mesmo. Temos que descer do salto, não somos mais o país do futebol e se seguir nesse ritmo, não teremos nem futebol no nosso país.

Renan Thierre

Antigamente comia areia e catarro, futuramente um professor de História, atualmente editor no HTE Sports e finge que entende de futebol e outros esportes.

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