A solução pode estar ao lado

Após mais uma vexatória eliminação da Seleção Brasileira, o trabalho do técnico Dunga está novamente em cheque. A pressão para que o treinador deixe o cargo é grande, visto que com ele a seleção não apresentou a evolução esperada, pelo contrário, parece num constante retrocesso. Em jogos oficiais a seleção só venceu as ‘gloriosas’ seleções da Venezuela, Haiti e Peru, a mesma que eliminou o Brasil ontem, demonstrando esse tal retrocesso. Estamos as vésperas de mais uma importante competição dentro de casa, e até o presente momento quem está escalado para treinar a seleção continua sendo Dunga. Será que demiti-lo e colocar outro treinador para chegar e já dirigir a seleção nas Olimpíadas, na busca de um inédito ouro olímpico, não pode resultar em um novo vexame? Ou mesmo seguir com Dunga que já mostrou não estar preparado não levaria para um novo 7 x 1 diante de nossa torcida? Pois bem. A decisão deve ser tomada de forma rápida, o pra essa competição o mais prudente seria manter com a seleção sub-23 que disputará os jogos no Rio o seu comandante Rogério Micale. Então vamos falar Micale.

O treinador começou a despontar para o mundo do futebol no ano de 2008 quando conquistou a Copa São Paulo de Futebol Jrs. com a equipe do Figueirense, um título até então inédito para a equipe catarinense. Pouco após a competição, o treinador foi demitido devido a corte de gastos. No ano seguinte ele foi para o Atlético Mineiro aonde mostrou ainda mais qualidade, vencendo duas vezes o torneio internacional Cor Groenewegen. Até que em 2015, após a demissão de Alexandre Gallo ele assumiu as categorias de base do Brasil já com um grande desafio pela frente: o Mundial sub-20. O treinador foi para o torneio com os jogadores convocados pelo seu antecessor, fato que mostra o quão pouco tempo ele teve para conhecer o elenco e disputar a competição. Mesmo assim ele conseguiu o atingir a segunda posição, mostrando qualidade ao utilizar bem o elenco em determinadas situações, como por exemplo as escolhas entre Boschilla ou Andreas Pereira em determinados jogos, mudando a característica da seleção de forma benéfica. No mesmo ano ainda comandou a seleção nos jogos Pan-americanos de Toronto e desde então é responsável pelos amistosos preparatórios da equipe sub-23 para os Jogos Olímpicos.

Pois bem, pedir Micale apenas para as Olimpíadas é chover no molhado, visto que obviamente essa é a melhor solução para ter chance de sucesso nos jogos. O negócio é ir mais adiante. Muitos pedem para esse momento o técnico Tite na seleção, ou mesmo um estrangeiro. A possibilidade de um estrangeiro é praticamente nula visto que a CBF já teve oportunidades com grandes nomes como Sampaoli e Guardiola e mesmo assim “rechazou”. Já o técnico Tite, apontado por muitos como o melhor técnico do país deixa claro em sua filosofia a necessidade de tempo para realizar bons serviços. Foi assim para chegar até a conquista do Mundial em 2012 e é o mesmo discurso que ele adota nas coletivas de imprensa desse ano após resultados ruins da equipe corintiana. Além do fato de ser mais um gaúcho (com alto grau de ‘teimosia’) na seleção, coisa que ocorre desde 2006 após a Copa, temos hoje uma seleção que joga mal e ocupa apenas as sexta colocação nas eliminatórias. Um treinador que deixa claro que precisa de tempo, pegar uma seleção que se encontra casualmente, sem mais competições oficiais além das eliminatórias até o torneio, não alimentaria um fator de risco de ficar fora do torneio da Rússia em 2018? Pois bem, talvez seja o momento de uma ousadia da conservadora CBF e arriscar com o jovem Rogério Micale, que conhece bem todos os atletas que podem vingar de hoje até a Copa de 2026 com a amarelinha. Certamente colocar um técnico que não tenha tanto nome e que não tem experiência em treinar a nível profissional também representa um grande fator de risco, mas pra isso estão aí os Jogos Olímpicos. Com o desempenho atual a perspectiva é de vexame, uma mudança para uma prata da casa daria no mínimo um elenco mais em mãos, e ao meu ver uma melhora na perspectiva.

Pois então, seria uma solução viável arriscar com um treinador de nome não tão pesado com a seleção ou o ideal é seguir com o conservadorismo dos medalhões? Dissertem!

Elvis Fernando

20 anos, estudante de Engenharia na Universidade Federal do ABC. Apaixonado por esportes e isso me mantém firme dentro do HTE Sports.
Fundador da marca HTE.

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