Backcourt NBA – EUA convoca a seleção de basquete masculino. Ouro garantido?

Nessa segunda-feira, os Estados Unidos definiram os convocados para representar o país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no basquete masculino. Sem algumas estrelas da NBA, como Stephen Curry, LeBron James e Russel Westbrook, o treinador Mike Krzyzewski, também conhecido como Coach K, definiu os 12 selecionados com:

  • Armadores: Kyrie Irving (Cleveland Cavaliers), Kyle Lowry (Toronto Raptors), Jimmy Butler (Chicago Bulls), DeMar DeRozan (Toronto Raptors) e Klay Thompson (Golden State Warriors);
  • Alas: Carmelo Anthony (New York Knicks), Harrison Barnes (Golden State Warriors), Kevin Durant (Oklahoma City Thunder), Paul George (Indiana Pacers) e Draymond Green (Golden State Warriors);
  • Pivôs: DeMarcus Cousins (Sacramento Kings) e DeAndre Jordan (Los Angeles Clippers).

Dono de 14 das 18 possíveis medalhas de ouro da história olímpica na modalidade e atual bi-campeão (Pequim/2008 e Londres/2012) já podemos dizer que o ouro está garantido novamente para os americanos? Na modesta opinião deste que vos escreve, não. E explicarei o porquê.

Mesmo sem alguns dos principais nomes da NBA, como os três já citados na abertura desse texto, os EUA conseguiram formar uma bela seleção, que certamente será liderada por Kevin Durant, que jogou a última temporada pelo Oklahoma City Thunder, mas agora é um free-agent bem badalado. Kyrie Irving foi um monstro nas finais da NBA, sendo o responsável direto, junto de LeBron James, do primeiro título da franquia do Cleveland Cavaliers. A dupla do Toronto Raptors Lowry e DeRozan, além de Jimmy Butler e Carmelo Anthony, Paul George e Klay Thompson são os mais talentosos do restante do elenco. Esse elenco, certamente coloca os EUA como principais favoritos ao ouro.

Principais favoritos é uma coisa, falar que o ouro é garantido é outra. E é dentro do garrafão, da área pintada, que acho que mora a principal deficiência americana. Tanto Cousins como DeAndre Jordan estão longe de serem os pivôs dominantes que outrora a NBA produzia aos montes. São bons jogadores? Sim, com certeza. Mas Pau Gasol, pivô da seleção espanhola, que, em minha opinião, deve ser a seleção que irá disputar o ouro com os norte-americanos, é melhor jogador, mais completo ofensiva e defensivamente. No campeonato europeu de seleções, no ano passado, vimos o quanto Gasol pode ser preponderante, com atuações fantásticas que levaram a seleção espanhola ao título da competição. É ali dentro, no “jogo sujo”, que mora o perigo dos selecionados de Coach K.

No perímetro não tem o que contestar. Vai chover bolas de três com Durant, Thompson, George e demais jogadores. E fora que os EUA pode se dar o luxo de cada jogador não estar em quadra mais que 25 minutos, mantendo bem a intensidade defensiva, uma das principais marcas da seleção americana, uma vez que na transição ninguém segura eles. Mas se a Espanha conseguir manter o jogo no 5 contra 5, a vida pode ser muito complicada. É favorito. Mas não dá para dizer que o ouro está garantido.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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