De Bate-Pronto: Chamem o Mestre ou o Zangado, o Dunga não dá mais

Dunga. O mais popular dos 7 anões. Dunga não fala, por vezes, choraminga, e suas ações são lúdicas, bobas, e só ele entende a finalidade delas. Todos tiram sarro de Dunga. Pois é. Por ironia do destino, o apelido para o técnico da Seleção Brasileira não poderia ser outro.

O Dunga jogador é, obvia e visivelmente, diferente do técnico. Não é mais possível ver a raça, a atitude e a valentia. Quando jogador, Dunga estava mais para Zangado. Perdeu isso ao longo do tempo, com exceção de episódios que não dependem dele. No meio-campo, era possível ver lampejos de Mestre em Dunga, era inteligente, marcava bem e com sabedoria. Mais uma vez, isso se perdeu pelo caminho.

O Dunga técnico se parece com o Dunga anão. Pratica ações bobas e lúdicas, como convocar Hulk, Elias, Kaká e não convocar Marcelo; ações que só ele entende. Também choraminga, quando reclama da arbitragem, dizendo que o jogo deveria ser 0x0 e não 1×0 para o Peru. Ora, Dunga, não seja bobo! Entrasse para fazer 2 ou 3, que o jogo seria 2×1 ou 3×1. E todos tiram sarro de Dunga, até na África do Sul garotos chamaram o Dunga de burro.

Coitado. Coitado? Talvez. A maior culpada disso, nós sabemos, é a CBF. O Dunga não tem culpa de ser Dunga. Não tem culpa de ter personalidade de anão, de não pensar grande. Não pensar de acordo com a grandeza que as 5 estrelas da nossa Seleção representam, não pensar tão grande como nossa história é. E se quem comanda a Confederação brasileira de futebol enxergasse ou aceitasse tais fatos, deixasse de lado seus interesses pessoais em prol de uma história e de um povo que ama o futebol, isso não aconteceria.

O único traço da personalidade que não cabe em Dunga (anão) no Dunga (técnico) é o egoísmo. Sim, egoísmo. Dunga tomou a Seleção pra si. Não ouviu a imprensa, não ouviu a torcida, quis ele com ele mesmo resolver tudo. Não deu certo, era visível que não daria.

A solução para tudo isso é chamar o Zangado ou o Mestre. O Zangado porque necessitamos de alguém com pulso firme na Seleção, alguém que seja suficientemente ético e íntegro para bater no peito e chamar para si a responsabilidade de convocar jogadores apenas por merecimento desses, e não por interesse da bruxa má. O Mestre pelo mesmo motivo, mas também que tenha uma inteligência para fazer com que a Seleção volte a ser Seleção, volte a ser nossa, volte a brilhar, e honre, nem que minimante, a nossa história e nosso povo. A, talvez, única e maior alegria do povo brasileiro é futebol. Pelo amor de Deus, não acabem de tirar isso do povo. Não nos deixem fora da Rússia em 2018.

 

 

 

 

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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