O Efeito Magnus no Futebol

O Efeito Magnus é o que permite os jogadores darem curva na bola. Sem essa força, não veríamos lindos gols de falta, o atacante tirando a bola do goleiro e nem gols olímpicos.

O Efeito Magnus foi descoberto por um alemão. Henrich Gustav Magnus estudou e relatou que a trajetória de um objeto pode mudar de direção em um fluído, seja esse líquido ou gasoso.

Traduzindo para o Mundo do futebol, o efeito Magnus é visto quando um jogador chuta a bola em uma direção e o final da trajetória desta é totalmente diferente da inicial; a famosa curva na bola.

Exemplificando, a cobrança de falta de Roberto Carlos contra a França em 1997 é um belo exemplo. Roberto Carlos aplicou uma grande força na bola, o que fez a mesma ir a uma velocidade muito grande. Além disso, a canhota do lateral-esquerdo fez com a bola girasse numa rotação muito alta, algo em torno de 360 rotações por minuto. Assim, o efeito Magnus pôde ser visto de forma perfeita.

 

A bola chutada carrega um pouco de ar junto à ela, e vai vencendo a resistência do ar. O ar arrastado pelo giro da bola faz com que a pressão diminua quando ambos estão na mesma direção. Do lado oposto à rotação, a pressão aumenta, o que faz com que a bola mude direção

 

 

 

Quanto mais rotações a bola fizer e menos sulcos tiver, maior a presença do efeito Magnus. Por isso, a Jabulani, bola da Copa de 2010, se movimentava tanto no ar. Os sulcos dela eram menores, portanto era mais lisa que as demais. Então, a trajetória dela mudava com maior facilidade.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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