Obras e o legado das Olimpíadas Rio 2016

Os jogos Olímpicos do Rio 2016 já estão batendo à porta. Com algumas obras da Copa do Mundo inacabadas até hoje (2 anos após a realização), fica o grande ponto de interrogação: as Olimpíadas de 2016 terá o mesmo problema?

 

Como estão as obras?

O andamento das obras de onde serão disputadas as modalidades Olímpicas vão muito bem. Alguns locais já estão com 100% da obra executada, o que é o caso da Arena do Futuro, as Arenas Cariocas 1, 2 e 3, o Centro Internacional de Transmissão (IBC), o campo de golfe, o Estádio Olímpico de Canoagem Slalom, o Centro Olímpico de BMX, a Arena da Juventude, o Circuito de Mountain Bike, e, finalmente, o Centro Olímpico de Hóquei. Importante dizer que, com exceção do Velódromo Olímpico (83%), todas as outras obras ainda inacabadas estão com 90% ou mais de execução total, e que certamente serão terminadas no prazo. Outro ponto importante é que o Complexo de Deodoro está completamente pronto.

 

Como é divida a cidade olímpica?

 

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A cidade Olímpica é dividida entre Parque Olímpico (Barra da Tijuca) e Complexo de Deodoro.

Compõem o Parque Olímpico da Barra: Centro de Tênis, Estádio Aquático (natação, pólo aquático e natação paraolímpica), Velódromo (ciclismo e paraciclismo de pista), Arena Carioca 1 (Basquete, Basquete e Rugby para cadeirantes), Arena Carioca 2 (Judô, luta greco-romana, luta livre e bocha paraolímpica), Arena Carioca 3 (esgrima, taekwondo e judô paraolímpico), Arena do Futuro (handebol e golbol), Arena Rio (ginástica artística de trampolim e rítmica; basquete em cadeira de rodas), Parque Maria Lenk (saltos ornamentais e nado sincronizado)

Complexo de Deodoro: Centro de Tiro, Centro de Hipismo, Centro de Hóquei sobre a grama, Estádio de Deodoro (rugby, pentatlo moderno e Fut 7), Arena da Juventude (basquete e esgrima), Pista de BMX, Circuito de Canoagem slalom e Pista de Mountain Bike.

Obviamente, há o Maracanã e seu redor, que está sendo reformado, além do Engenhão. E também Copacabana.

 

Mobilidade

 

 

Para as Olimpíadas, foram projetadas linhas de VLT, BRTs, construção de vias elevadas e reforma de otimização. Claro, essas obras serão um legado para a população (assim como as obras dos complexos olímpicos).

VLT – Serão 28 km de veículos leves sobre trilhos, que terão 6 linhas e 56 paradas, além de integração com ônibus, BRTs, trens, barcas, teleféricos. O VLT passará pelo aeroporto Santos Dumont, pela rodoviária Novo Rio e por alguns pontos importantes do Rio de Janeiro, como a praça XV, Cinelândia, avenida Rio Branco, Central do Brasil e etc. O VTL promete reduzir e muito o fluxo de veículos, pois atenderá uma média de 300 mil pessoas por dia, segundo a prefeitura do Rio. O VLT que passará pelo aeroporto Santos Dumont já foi entregue, e serve também como experiência para os outros trechos em que ele será operado. Os VLTs terão passagens gratuitas durante os jogos.

BRTs – Serão 2: o BRT transolímpico e o BRT transoeste. O BRT transolímpico fará a ligação do Parque Olímpico na Barra da Tijuca ao Complexo de Deodoro. Quando pronto, deverá atender 70 mil pessoas por dia, e o BRT reduz em 80% do tempo de viagem entre os dois locais. O BRT transoeste fará a conexão de Santa Cruz e Campo Grande com o terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, e também com a linha 4 do metrô. Esse BRT oferecerá comodidade à 120 mil pessoas por dia, e reduzirá em 50% do tempo da viagem comum. Importante: o BRT (Bus Rapid Transit) nada mais é do que um corredor de ônibus que reduz o tempo de viagem dos passageiros, além de ser mais confortável. As obras dos BRTs estão em atraso, mas deverão ser entregues ao final de Junho.

 

Problemas

 

 

Além da poluição da Baía de Guanabara, que se tornou assunto, preocupação e chacota mundial, as das (prováveis e costumeiras) obras atrasadas, também há a situação da violência no Rio de Janeiro e a epidemia de Zika vírus pelo qual passa o Brasil (que está amenizando por conta da mudança do clima), que preocupa muitos membros das delegações que virão para os jogos. Além disso, mais de 500 mil ingressos para os jogos Olímpicos e Paralímpicos estão encalhados; a prefeitura do Rio de Janeiro decidiu sortear em escolas públicas e para funcionários públicos, o que foi proibido por lei, por conta de que esse ano é um ano de eleições, e os ingressos poderiam ser usados como forma de compra de votos. A prefeitura, porém, ainda irá recorrer.

 

Legado

Apesar dos muitos pequenos e grandes problemas enfrentados para a preparação para os jogos, o Rio de Janeiro, de forma mais específica, terá uma estrutura de mobilidade urbana (talvez, o legado mais prático e importante para a população, como um todo) que irá ajudar muito aos moradores e turistas da cidade maravilhosa a transitarem por ela. Em questão de esportes, será possível fornecer aos atletas que têm pouca ou nenhuma estrutura, um local digno, de primeira, para realizarem seus treinos e também competirem. É o caso da ginástica, judô, taekwondo e outros. Além de que, há as obras das paralimpíadas também, que se bem utilizadas, poderão dar maior acessibilidade aos esportes.
O legado negativo é o financeiro, sendo que, sem surpresa, as obras extrapolaram o orçamento e o todo chegou na casa dos 39 bilhões; todos têm consciência da recessão financeira que passa o Brasil, e também que recentemente os “gastos” com saúde no RJ foram cortados, prejudicando milhares de cidadãos. Não deixando de lado as obras em que foi investido o dinheiro público, mas serão desmontadas ou inutilizadas após os jogos, por “falta de ter o que fazer” com as mesmas

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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