Backcourt NBA – Muito barulho por nada

A transferência de Kevin Durant para o Golden State Warriors deu o que falar nesse mercado da Free-Agency da NBA. O atual vice-campeão da NBA junta o craque com Stephen Curry, atual MVP da liga, Klay Thompson e Draymond Green e certamente terá uma equipe das mais fortes da liga. Mas a recepção dessa notícia por alguns comentaristas e ex-jogadores não foi positiva, alegando um caminho perigoso para a liga com a junção de estrelas em uma equipe só, argumentando que isso pode acabar desequilibrando a competição. Como sempre, vou contra a maré e acho que estão fazendo muito barulho em algo que não existe e, pelo contrário, tem tudo para ser positivo.

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É óbvio que os Warriors já nascem como um dos principais favoritos da próxima temporada. Seria insanidade dizer o contrário. Juntar Kevin Durant, um jogador Top 5 da liga, para dizer o mínimo, a um elenco que chegou as duas últimas finais da NBA, vencendo uma delas fatalmente dá essa condição ao time de Oakland. Porém, a completividade da liga, na modesta opinião desse que vos escreve, não será afetada. O primeiro ponto é que, para ter Durant, os Warriors tiveram que abdicar de muita gente do que chamo “elenco de apoio”. Harrison Barnes, Leandrinho e Bogout foram algumas das peças que tiveram que deixar o time, para abrir espaço na folha de pagamento e manter a equipe dentro do teto salarial. Com isso, a rotatividade durante os jogos fica prejudicada, fazendo com que os titulares tenham que se desgastar mais em quadra, jogando mais minutos que o necessário.

Outro ponto é que ainda temos ótimos times. Na conferência Oeste mesmo, cito o San Antonio Spurs que novamente deverá figurar entre os protagonistas da liga. Mesmo com a aposentadoria de Tim Duncan, a equipe treinada pelo melhor técnico em atividade da NBA, Gregg Popovich, trouxe o experiente pivô espanhol Pau Gasol, que se junta a LaMarcus Aldridge, Kawai Leonard, Danny Green e Tony Parker. Um esquadro que têm condições, e muita, numa hipotética série de 7 jogos nos playoffs vencer o Golden State Warriors.

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Mas a questão que acho mais legal com isso é a condição que dá para equipes que tradicionalmente não são as que mais figuram entre as principais franquias da NBA de conquistarem um título. Os Warriors conquistaram apenas seu terceiro título da sua história há dois anos. O Miami Heat, quando juntou LeBron James, Chris Bosh e Dwyane Wade tinha conquistado apenas uma vez o título da liga. Os Clippers tentam sua primeira conquista juntando Chris Paul, Blake Griffin e DeAndre Jordan. Isso dá um giro interessante de forças na liga, fomenta mercados em diversos pontos do país e aumenta o interesse do público. Fora que dá a condição de corrigir algumas “injustiças” com alguns atletas que são fenomenais mas que, por várias questões, não conseguem chegar ao tão sonhado título da liga.

Isso tudo sem contar a diversão que é para o fã da NBA em geral de ver uma equipe com grandes estrelas juntas. Eu, que cresci vendo a liga nos anos 90, adoraria ter visto uma equipe com John Stockton, Charles Barkley e Partrick Ewing, somente para citar três jogadores que encerraram a carreira sem o título da NBA, encarando o poderoso Chicago Bulls de Michael Jordan, Scottie Pippen e Dennis Rodman que dominaram por três anos a liga.

Essas movimentações, além de girar muito dinheiro, movimentam muito o interesse e captam bastante o imaginário dos torcedores nesse período de off-season. Por isso vou destoar da opinião geral e curtir o momento, apreciar essas grandes equipes e torcer para que toda a free-agency gere movimentos como esse. E que venha a próxima temporada do melhor basquete do mundo.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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