CANTO DO MANTO #1 – Flamengo, polêmicas e o que queremos pra 2016

Começar uma coluna é muito mais difícil do que aparenta. Sinceramente nem sei por onde iniciar. Pois bem, eu sou o Lucas Coutinho e esse aqui vai ser o “Canto do Manto”. Nome clichê para falar do time menos clichê possível do futebol brasileiro: o Flamengo. Dono da maior torcida do país e do mundo, dono de 1 Libertadores, 1 Mundial, 6 títulos brasileiros (não me venham com baboseiras, o presidente do seu time estava do nosso lado em 1987), três Copas do Brasil e maior campeão carioca. Muito amado e também muito odiado, porém nunca esquecido. Quando estamos mal ou bem, os antis estão aí falando da gente. Até na Série B não esquecem do rubro-negro, e olha que os rivais fazem mais visitas lá do que eu a minha avó (que mora no mesmo prédio).

Escrevo num período tranquilo do Mengão no século XXI e olha que isso é um pouco raro. Flamengo, hoje, tem um time decente, com um elenco bacana e variado; um técnico interino que vem fazendo um trabalho razoável, mas que está bem melhor do que quando começou o ano. Até porque não tinha como piorar. Muita saúde e paz para Muricy Ramalho, mas ele estava lamentável no comando do meu time. Zé Ricardo, que foi efetivado oficialmente alguns minutos atrás, tem a missão de fazer esse time jogar e chegar AO MENOS no G4. Esse é o objetivo mínimo da temporada. E eu acredito que vá ser atingido.

Mesmo num campeonato sem estádio e com a torcida completamente insatisfeita (eu sou um deles), as finanças estão indo bem e permitindo que o Flamengo faça boas contratações sem se endividar, o que foi bastante recorrente em anos anteriores. Donatti e Leandro Damião são nomes caros, mas boas contratações para somar ao elenco. Diego Ribas é especulado e seria sensacional ter um meia armador de ponta aqui na Gávea. Mas enquanto não fecha, ele é assunto para outro texto. Vamos falar um pouco do que temos no elenco.

O time tem dois goleiros muito bons. Nenhum deles é excelente e nem do nível de seleção, mas fecham o gol muito bem para o nível Brasileirão. Hoje, Muralha é titular porque vem jogando muito mais e não tem falhado como Paulo Victor. Deve ser o goleiro até o fim da temporada e por muitos anos. Tirando aquele cabelo lamentável, não tenho nada contra ele. Paulo Victor deve sair na próxima janela e eu desejo tudo de bom e muito dinheiro para ele em um time médio da Europa.

A zaga, que há anos é uma pedra no sapato do Flamengo, tem bons nomes mesclando juventude e experiência. Donatti, Rever, Juan e Rafael Vaz vão se revezar e o Zé Ricardo vai ter uma “dor de cabeça boa” para se resolver. Eu utilizaria Donatti e Rever, mas Juan é excelente e o Rafael Vaz, mesmo sendo o mais limitado dos quatro, é melhor que todos os anteriores que ocupavam esse lugar. Os laterais Jorge e Rodinei são titulares indiscutivelmente.

Agora a primeira polêmica do texto. No meu conceito de futebol: TODO TIME DE FUTEBOL TEM QUE TER UM CARA SÓ PRA DAR PORRADA. Parem e pensem, todo time sensacional tinha um cara que era mais limitado e estava ali para tocar a bola para o lado e dar bordoadas. Não comparando o Flamengo de hoje com esses grandes times, mas acredito sim que temos que ter um “porradeiro”. E o disponível no elenco é ele, SIM ELE, INFELIZMENTE ELE, O SENSACIONAL E LAMENTÁVEL MÁRCIO ARAÚJO! E sim, ele é o mal necessário e deve ser titular para que os meias armadores tenham mais liberdade para jogar.

William Arão, Mancuello, Alan “Stella” Patrick devem ser os outros titulares com um banco que ainda tem opções como Everton e Marcelo Cirino, que não tem feito nada, mas são bons jogadores e teriam vagas em pelo menos 10 times da Série A. O ataque tem dois nomes de peso e um jovem “promissor”. Guerrero é um excelente atacante, mas que vestido com o manto não tem vivido bons momentos. As vezes faz excelentes partidas, as vezes é pior que Dimba e Dill juntos, mas eu acredito que possa render frutos até o fim desse Brasileirão se o time ficar arrumado. Leandro Damião já é mais rejeitado que o Senhor Valdemar e já está sendo cotado como a pior contratação desde Carlos Eduardo (que foi o autor do gol do título da Copa do Brasil 2013 contra o Cruzeiro, não me venha com essa de Elias ou Hernane Brocador, esse foi o mais importante). Eu torço para que ele cale a boca de todos, incluindo a minha, e valha o dinheiro que está sendo investido. O time tem que jogar num 4-4-2 e obrigatoriamente ter dois volantes. O time só funciona assim e cada vez que é escalado no 4-3-3 perde ou se complica. Alô Zé, para de inventar moda e lê aqui o HTE!

A segunda polêmica do texto é para explicar as aspas no promissor que eu botei ali em cima. Amigos, o Felipe Vizeu é muito ruim. Ele não tem noções básicas de futebol, quase sempre se enrola com a bola, mas está numa fase excelente. Tem cheiro de gol e está aproveitando as oportunidades dadas. Essas figuras assim costumam dar certo no Flamengo e eu torço para que ele seja mais um desses. Mas não depositem fé e nem se iludam. Ele é fraco. E eu espero queimar minha língua com esse parágrafo.

Por fim, desejo sorte ao Zé Ricardo, ao Flamengo e que quem vista o Manto (único possível) honre e jogue com raça porque é só isso que pedimos. Perdendo ou ganhando, essa torcida gigante e maravilhosa estará ao seu lado. Provavelmente serei menos formal no próximo texto, estamos nos apresentando agora e estou sendo chique, mas nós não somos assim. E por isso nos invejam tanto. Saudações Rubro Negras!

Foto: Site oficial do Flamengo

Lucas Farias

Carioca, 25 anos, nem um pouco jornalista, mas apaixonado por esportes, principalmente futebol. Flamengo, Tottenham, Miami Heat e New Orleans Saints.

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