CLUBE DA FÉ #79 – Pós-Jogo: São Paulo 0 x 2 Atlético Nacional-COL

É amigos tricolores. A coisa não foi legal na última noite e praticamente demos adeus ao sonho da conquista de mais uma Libertadores da América. Com desfalques importantes como Ganso, jogadores voltando de lesão e a infantil (mas injusta em minha opinião, pois um cartão amarelo bastava) de Maicon, perdemos a batalha em casa para o bom time colombiano. Agora, só com muita fé que veremos um milagre ocorrer na próxima semana.

Sim, estamos praticamente eliminados. É um anticlímax total, pois não preciso dizer para ninguém o quanto o são-paulino ama essa competição. É pior quando vemos que não fizemos nosso dever de casa. Mas precisamos ter calma nesse momento. Não é uma virtual eliminação que dirá que está tudo errado e que temos que começar uma caça as bruxas. Desde ontem tenho visto questionamentos sobre Maicon e Bauza. Do zagueiro, muitos colocam o investimento feito para manutenção em contraponto a expulsão ontem. Não contratamos o zagueiro por duas partidas e sim por três anos e provavelmente não teríamos alcançado as semi-finais se não fosse por suas atuações. Maicon ainda é a melhor contratação, em termos qualitativos, do São Paulo nos últimos anos. Vai nos ajudar muito a reconstruir o que muitos destruíram antes dele.

Sobre nosso treinador o questionamento é sobre a escalação e, principalmente, pela substituição após termos ficado com 10 jogadores em campo ontem. Em relação a escalação, também acho que poderíamos ter entrado com Luiz Araújo no lugar de Wesley e, quem sabe, Daniel no lugar de Ytalo. Mas convenhamos que nenhum dos dois jogadores tenha feito no ano nas oportunidades que tiveram algo de tão extraordinário para considerarmos como infeliz a decisão do treinador. Assim como a entrada de Hudson. Também entendo que Lugano seria mais indicado naquele momento, mas a tentativa também era válida. E Bauza é responsável direto pelo fim do SPA & Resort que reinava na Barra Funda. Não faltou entrega ao time, faltou mesmo é qualidade de algumas peças do time titular e do elenco de reposição.

Estou triste pela derrota e quase que certa eliminação? Claro que sim. Óbvio que como qualquer torcedor gostaria de estar comemorando a classificação para mais uma final da competição sul-americana. Mas não estou nervoso. Do jeito que o ano começou, chegarmos a semi-final já pode ser considerado um grande resultado. A própria diretoria colocou no orçamento somente as receitas até as oitavas-de-final.

Agora a diretoria pode focar na continuação da reconstrução do elenco. Os nomes que foram ventilados até aqui, em sua grande maioria, não poderiam ser contratados, pois eram de times que participaram dessa edição da Libertadores. Ganso deve sair ao fim da participação para o Sevilla e outros setores também precisam de incremento de novos jogadores. O resultado não foi feliz. Mas não é para se jogar o trabalho fora. Lembrem-se que o time de 2005 teve como base a equipe formada no ano anterior que chegou à mesma fase que estamos virtualmente eliminados. E o resto da história, todos vocês já conhecem.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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