CLUBE DA FÉ #80 – Caímos, mas caímos de pé

Caros amigos tricolores, o que era esperado ocorreu ontem à noite. Após o revés em casa na semana passada, o Atlético Nacional confirmou a classificação para a final da Libertadores da América, deixando o São Paulo no meio do caminho. O gol de Calleri deu esperança no começo do jogo que poderíamos buscar o milagre, porém falhas defensivas, péssimo jogo de algumas peças, uma arbitragem horrorosa, somados aos desfalques que tínhamos contribuíram para que levássemos a virada e déssemos adeus a competição sul-americana.

Mas, como coloco no título deste post, caímos de pé. Não há o que lamentar, de verdade. Quando começou o ano, se alguém disse que seríamos eliminados na pré-Libertadores, na fase de grupos ou nas oitavas de final não seria chamado de louco. O ano de 2015 foi tenebroso em diversos sentidos e o ano de 2016 está sendo de reconstrução, não só em campo, mas fora dele também. Finalmente algumas ações necessárias estão sendo tomadas pela diretoria e temos uma fundação para um futuro melhor, com mais perspectivas de disputas de título.

Como falei no post anterior (você pode conferir aqui) não é hora de caça as bruxas nem eleger culpados. Chegamos longe na competição continental e não estamos muito longe da briga pelo G-4. Agora é hora de revitalizar o time, trocar algumas peças, fortalecer o elenco e maturar alguns jovens da base. Ganso está de saída e Rodrigo Caio também deve (em minha opinião) receber uma proposta vantajosa para se transferir após os Jogos Olímpicos. Wesley, Matheus Reis, Lucão, Centurión precisam buscar novos ares. Luiz Araújo, Inácio, Lucas Kal, Lyanco e Arthur são os da base que tendem ser mais utilizados no restante do ano. E ainda devem vir mais jogadores (especulam-se os nomes de Gilberto, Caraglio e Buffarini).

O mais importante agora é trabalhar com a renovação do treinador Edgardo Bauza. Por mais que algumas de suas decisões sejam contestáveis, está claro para mim que essa fundação mais sólida da equipe passa por suas mãos. Precisamos dar seqüência e segurança para que ele continue seu trabalho por mais um ano, pelo menos. E, com o dinheiro das vendas e dos patrocinadores que finalmente estão aparecendo, fazer contratações inteligentes. Lembro novamente: O time de 2005, campeão de tudo, teve como base o time de 2004, eliminado na mesma fase da Libertadores em situação semelhante (também um time colombiano – Once Caldas, com um resultado ruim no primeiro jogo no Morumbi e derrota de 2×1 no jogo de volta). A base daquele time foi mantida e acertado apenas os detalhes para o ano seguinte.

Sem pressa, com inteligência, solidez e paciência teremos muitas alegrias em breve. Enfim, o São Paulo está mostrando uma equipe técnica e diretiva que dá para acreditar.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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