CLUBE DA FÉ #81 – Os reforços vieram. Como fica o time para o segundo semestre

Caros amigos tricolores, nessa terça-feira, último dia da janela internacional, o São Paulo fechou duas contratações no apagar das luzes. As duas vêm da Argentina. Do Boca Juniors, o atacante Chavez. E do San Lorenzo, Buffarini, lateral-direito sonhado por Edgardo Bauza desde que assumiu o comando técnico. Ainda há a expectativa de algum reforço que ainda não disputou seis jogos na série A (hoje se ventilou o nome de Lucas Pratto pelos lados do Morumbi, mas a contratação é muito difícil de ocorrer). Com isso, o tricolor encerra o período com cinco novos jogadores (além dos dois, Cueva e Gilberto já estavam no elenco e Douglas, zagueiro ex-Vasco e ex-Dinipro, já tinham fechado seus vínculos) para o restante da temporada.

Vale lembrar que perdemos, no mesmo período, Ganso, Kardec, Calleri, Rogério e provavelmente Rodrigo Caio será negociado até o final da janela européia. Ou seja, a diretoria repoz em quantidade as perdas ocorridas. Com relação a qualidade, vamos esperar o quanto esses novos jogadores irão render na equipe para formar uma opinião. De bate-pronto (roubando o nome da coluna aqui do HTE do meu colega Thiago Cunha) podemos ver que, embora não tenhamos mudança no desenho tático com essas alterações, teremos certamente modificações no modo de atuar.

Escalação São PauloAo lado, esbocei o time-base que imagino que Bauza deve levar a campo para a sequência do Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil. O desenho tático deverá ser mantido, com a equipe atacando no 4-2-3-1 e se defendendo no 4-4-1-1. Com Buffarini, teremos dois laterais mais marcadores que apoiadores, o que dará uma liberdade maior para os homens de meio-campo. Cueva deve jogar na vaga de Ganso e, se não tem a mesma qualidade no passe do ex-camisa 10 tricolor, têm muito mais movimentação e infiltração. Na prática, tem uma característica de jogo parecida com os camisa 10 dos times argentinos, chamados de enganches. E Chavez, se não tem o mesmo faro de gol de Calleri (Esse ano no Boca foram 22 partidas e apenas 4 gols) têm a mesma pegada na marcação, dando o chamado primeiro combate.

Dessa maneira, podemos imaginar que o São Paulo, com meias e atacantes mais ágeis, deverá pressionar mais a saída de bola adversária. Kelvin, Cueva e Chavez têm condições físicas para exercer tal papel, algo que Kardec e Ganso não podiam oferecer, por exemplo. Com a marcação mais adiantada, deve crescer o futebol de jogadores como Thiago Mendes e exigir muito da zaga em contra-ataques e, por esse motivo, imagino que Lugano deve perder espaço para Lyanco e Douglas, jogadores mais rápidos para esse tipo de cobertura.

O banco continua sendo o grande problema, principalmente no setor ofensivo. Centurión é uma lástima e Gilberto uma incógnita. Da base, a esperança está em Luiz Araújo, que vem mostrando velocidade e habilidade, mas precisa aprender a soltar mais a bola e finalizar a gol. Em minha opinião, seria o reserva imediato de Kelvin pelo lado direito ofensivo, entrando em campo sempre que possível esse ano. Como falei nas opiniões pós-jogo das semifinais da Libertadores da América, estamos vivendo um momento parecido com o ocorrido no ano de 2004. Temos uma estrutura montada, um time razoavelmente bom e perdemos as peças “famosas”. A reposição foi feita e, conquistando a vaga para a Libertadores de 2017 aliando com uma condição financeira melhor que a do final da temporada passada, a diretoria pode buscar aqueles reforços cirúrgicos, para deixar o time a ponta de bala para buscar o tetra.

O que me deixa mais tranquilo é que, do elenco todo atual, somente Kelvin e Chavez estão emprestado e praticamente sem jogadores em fim de contrato para a virada do ano. Isso garante uma chance enorme de mantermos uma boa base para a próxima temporada. Bauza tem feito um ótimo trabalho esse ano, recuperando a autoestima do torcedor são-paulino, que mesmo com a eliminação na Libertadores, não está colocando uma pressão desnecessária na equipe e no treinador, por entender as dificuldades do ano. E a diretoria tem encerrado as polêmicas que estavam virando regra nas duas últimas administrações.

Agora chegou o momento de a equipe crescer no Brasileirão e buscar o G-4 e, porque não, o título da Copa do Brasil. Temos qualidade para isso no time principal para isso. E que alguns jovens sejam preparados para entrar com o pé na porta o ano que vem. E vai Tricolor!

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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