Crença Tricolor!

Texto: Marques de Souza

Ah, a Libertadores…

Destaque da noite, o lendário Morumbi (como foi chamado pelo Nacional nas redes sociais) mais uma vez serviu de quartel general para a maior competição de futebol das américas. E da melhor maneira possível. Festa na chegada da equipe, estádio lotado e muita emoção.

A pausa para a Copa América foi prejudicial. Isso é fato. Mas assim como fez o técnico Bauza, a parada não pode ser usada como desculpa. Os 49 dias que antecederam as semifinais foram de ansiedade e muita pressa, principalmente, para tratar as lesões que só iam se multiplicando.

A equipe sentiu as ausências do maestro Ganso e do velocista Kelvin. A expulsão do zagueiro Maicon só piorou a situação. Inevitavelmente, apesar da vontade sempre vista em campo, a disposição tática do time na partida não provocou intensidade, dando espaços para a equipe adversária e facilitando sua principal arma: toque bola. O resultado? Revés em casa. 2×0.

O técnico sentiu.

O time sentiu.

O torcedor lamentou.

Se os primeiros noventa minutos foram quase fatais para a decisão da vaga, o Tricolor se apega a crença no impossível para fazer do jogo de volta seu maior feito. O que já era difícil, ficou mais ainda. E o retrospecto não ajuda: é um São Paulo que não vence fora contra um Nacional que não perde em casa.

Quanto a partida de ontem, conclusões quase óbvias.

O Nacional reafirma seu posto de melhor equipe da Copa Libertadores. E com eficiência. Já o São Paulo, leva para o jogo de volta, na Colômbia, o sentimento que o fez chegar até a fase atual: a fé. Se isso basta? Quarta-feira teremos a resposta.

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