HOSPÍCIO #72 – Hora de usar a base

Claudinho, Isaac Prado, Gabriel Vasconcelos, Léo Jabá, quantos mais atacantes bons da base corinthiana o torcedor consegue nomear? Indo além: quantos mais nomes da base, em qualquer posição, o torcedor corinthiano consegue nomear?

hospício

O pedido para usar os jogadores da base é antigo entre as conversas informais entre corinthianos. Não que esses jogadores sejam a salvação, ou que se tornarão grandes craques. Mas, a diretoria reclama frequentemente de problemas financeiros, e por isso não contrata. Por que não, então, usar a base, jogadores em que só é necessário pagar o salário, que não será alto para um primeiro contrato profissional?

A base do Corinthians tem como objetivo, há anos, os títulos. Tanto que conquistou muitos. Porém, a base de qualquer clube de futebol não tem que ter como finalidade principal os títulos, mas sim revelar jogadores para o profissional. Nos clubes brasileiros, inclui também gerar dinheiro com esses jogadores.

Todos os anos, vemos jovens promessas indo bem, poucos delas subindo para o profissional, e desses poucos, apenas alguns tendo oportunidades no profissional. Desses que têm oportunidades no profissional, alguns acabam descendo de novo para a base, ou sendo emprestados para clubes secundários (no caso de Marciel, envolvido num péssimo negócio na troca de Williams) ou vendidos para o exterior.

Passou da hora da filosofia mudar. O Corinthians merece revelar bons jogadores. Que, como dito, talvez não sejam a solução, mas que ajudem o Corinthians a conquistar títulos (como foi o caso de Malcom, Fagner e Guilherme Arana ano passado). Se não for para contratar, que pelo menos tornem nossas promessas em realidades

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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