Pete Rose no Hall da Fama. Por que não?

Pete Rose é detentor de alguns recordes na Major League Baseball:

  • Mais vezes ao bastão – 14053
  • Mais rebatidas – 4256
  • Mais rebatidas simples – 3215
  • Mais partidas jogadas – 3562

Não é à toa que foi para o All-Star Game 17 vezes em sua carreira. Foi calouro do ano da Liga Nacional no ano de 1963. Foi três vezes campeão da World Series(1975, 1976 e 1980), sendo MVP na primeira delas. Números que o fazem ser um jogador que ‘sobraria’ para entrar no Hall da Fama, certo? Em relação aos números sim, mas Pete Rose é inelegível para o Hall da Fama.

O Estatuto do Hall da Fama não permite que jogadores banidos na MLB possam ter a chance honra de adentrar ao mesmo.

Em agosto de 1989, Rose foi suspenso permanentemente por violar a política da MLB contra apostas em jogos de beisebol. Pete Rose era até então o Manager do Cincinnati Reds.

Desde os primórdios do Beisebol até 1920, a história da MLB nos mostra que houve um grande problema com jogadores e até mesmo árbitros que combinavam resultados de jogos. Para ser mais direto, os jogadores jogavam mal propositalmente pelos seus times, a fim de perder o jogo e assim ganharem suas apostas. Ao apostarem na equipe adversária, eles tinham a certeza de que venceriam as suas apostas. No caso de Pete Rose, ele sempre afirmou que somente apostava a favor do seu time, Cincinnati Reds.

No ano de 1992, Pete Rose recorreu a punição aplicada, mas o comissário da época, Fay Vincent, disse publicamente que ele não suportaria a reintegração de Rose. Em 1998, já com outro comissário na MLB, Rose tentou mais uma vez reverter a sua punição, mas Bud Selig disse que não viu nenhuma razão para reconsiderar sua punição. No entanto, em março de 2003, Selig reconheceu que esteve a reconsiderar a aplicação da pena, levando à especulação de que o retorno de Pete Rose seria iminente. Mas Selig não tomou nenhuma ação enquanto a isso. Novamente, representantes de Pete Rose tentaram recorrer a punição com o novo (atual) comissário da MLB, Rob Manfred, mas ele rejeitou o pedido. Na decisão, o comissário foi bem claro sobre suas razões. “O senhor Rose não apresentou evidências claras de que se ‘ajeitou na vida’, ou por aceitar de forma honesta seu erro, como previsto no Dowd Report (relatório que comprova as alegações), ou por manter um severo e autocontrolável regime que o livre das circunstâncias que causaram sua inelegibilidade”, afirmou Manfred no documento.

Um grande problema está por vir. Um jogador [comprovadamente] dopado poderá adentrar ao Hall da Fama, e um jogador [com marcas históricas] que apostava não? Chega a ser contraditório, mas eu consigo entender que regras são regras. Provavelmente o correto seria alterar o Estatuto, para que o mesmo não fosse infringido. Na verdade, é a única maneira disso acontecer. Mas é impossível não questionar que grandes jogadores [da era dos esteroides] como Barry Bonds, Sammy Sosa, Roger Clemens e Mark McGwire tenham chance de entrar para o Hall da Fama, e o Pete Rose não.

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