Um novo desmanche e a reformulação aurinegra

Jürgen Kohler, Matthias Sammer, Michael Zorc, Andreas Möller, Karl-Heinz Riedle, Stephane Chapuisat, Lars Ricken…

Talvez os novos torcedores do Borussia Dortmund não se lembrem destes jogadores que escreveram seus nomes na história do clube com grandes conquistas, dentre elas o maior troféu europeu para um clube, o título da Liga dos Campeões na temporada de 1996/97.

Inicio meu texto fazendo esta referência ao passado para mostrar que “nenhum jogador é maior que a história de seu clube”. Em toda a sua história a equipe aurinegra conviveu com altos e baixos, de grandes conquistas à falência. Após a última crise vivida em meados dos anos 2000, a reestruturação iniciou com a chegada do chefe-executivo Hans-Joachim Watzke e Michael Zorc, ambos trouxeram Jürgen Klopp que seria o grande responsável por trazer de volta o “Echte Liebe” – o Amor Verdadeiro como identidade do clube.

Na temporada 2010/11 a equipe voltaria a vencer a Bundesliga com destaque para o paraguaio Lucas Barrios. O bicampeonato no ano seguinte seria selado com grande participação de Shinji Kagawa, Mario Götze, Robert Lewandowski, Jakub Błaszczykowski (o “Kuba”).

Todos os jogadores citados, inclusive o treinador Klopp, já não fazem mais parte do elenco atual, porém no ano passado a equipe do agora treinador, Thomas Tuchel fez uma grande temporada em seu primeiro ano na equipe. Comandados pelo trio Henrik Mkhitaryan, Marco Reus e Pierre-Emerick Aubameyang a equipe aurinegra jogou um futebol vistoso e bastante ofensivo com o melhor ataque da Bundesliga com 82 gols. Foram apenas duas derrotas no primeiro semestre de 2016, no fatídico confronto contra o Liverpool de Jürgen Klopp na Liga Europa e outra para o Eintracht Frankfurt na penúltima rodada do campeonato alemão.

De fato, não vieram títulos na última temporada, mas a equipe se portou muito bem levando em consideração o desmanche que sofreu nos últimos anos, incluindo com seu mentor Jürgen Klopp.

Para a temporada atual, um novo desmanche vem acontecendo, já foram anunciadas as saídas de Gündogan, Hummels e Mkhitaryan gerando grande revolta de seus torcedores. Mas como disse no início “nenhum jogador é maior que a história de seu clube”!

Qualquer clube sentiria a saída destes jogadores, Gündogan com grande qualidade no passe era o responsável pela transição ofensiva, Mkhitaryan fez sua melhor temporada na Alemanha, enquanto Hummels era o principal defensor da equipe e um dos melhores do mundo.

Mas jogadores vem, jogadores vão e o clube fica. Nenhuma equipe consegue repôr saídas importantes tão rapidamente, mas o Borussia Dortmund e sua gestão se destaca pelo lançamento de novos talentos, e desta forma já anunciou a contratação de 6 jogadores: o defensor Marc Bartra, 25 anos; o volante Sebastian Rode, 25 anos; Raphael Guerreiro, 22 anos; Mikel Merino, 20 anos; e uma confiança e esperança maior depositadas nas joias Ousmane Dembele, 19 anos, destaque na última temporada da Ligue 1 ficando entre os 10 maiores goleadores; e Emre Mor, 18 anos, que se tornou o jogador mais novo da história da Turquia a atuar na Euro, o 7º mais jovem da história da competição.

O mercado ainda não fechou, outros jogadores podem sair, assim como outros podem chegar. As peças que chegaram não são do mesmo nível das que saíram, mas Lewandowski quando chegou foi reserva de Barrios, Gündogan era reserva de Sahin, Aubameyang já revezou com Immobile e também Kuba, então a torcida fanática e apaixonada do Borussia Dortmund tem motivos para continuar apoiando e acreditando na equipe, afinal para eles, “Echte Liebe”!

 

 

Escrito por Maurício Valeriano

Marketing de profissão e apaixonado por futebol, sobretudo o europeu.

 

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