Basquete Olímpico – França e Sérvia mostram o caminho para bater os EUA

Que a NBA é a melhor liga de basquete do mundo ninguém discute. Que os americanos são os melhores nesse esporte, tanto no feminino quanto no masculino, também não há muito debate. Basicamente, damos como certas as medalhas de ouro para os EUA antes da competição começar e debatemos somente quem será o vice. As meninas estão fazendo jus a esse status, ganhando com extrema facilidade todas as partidas. Esperávamos o mesmo do masculino que, mesmo sem LeBron James, Westbrook, Stephen Curry e James Harden que não vieram ao Rio de Janeiro, ainda temos Kevin Durant, Jimmy Butler, Kyrie Irving, Carmelo Anthony entre outros. Ainda são o melhor time, também venceram todos os jogos até aqui, mas, principalmente os dois últimos, com uma boa dose de dificuldade.

Tanto a França hoje, quanto a Sérvia na última sexta, perderam por somente 3 pontos de diferença. As duas seleções europeias mostraram defesas bem postadas e ataques que tiveram o mínimo de erro, cedendo poucos contra-ataques, colocando os EUA em situações bem desconfortáveis. No cinco contra cinco, com boa rodagem de bola, a seleção do Coach K tem mostrado inúmeras dificuldades. Tony Parker da França e Milos Teodosic da Sérvia, que são armadores extremamente talentosos, ditam o jogo e quebram o ritmo dos americanos. No ataque, sem um jogo forte de pivôs (Me desculpem os fãs de DeAndre Jordan e DeMarcus Cousins, mas os dois pivôs devem muito tecnicamente para os pivôs europeus), o ataque dos EUA está se limitando a bolas de três e infiltrações individuais de Carmelo, Durant, Irving e DeRozan. Jimmy Buttler faz um torneio muito ruim e Klay Thompson está longe de seu melhor apresentado no Golden State Warriors.

Com o primeiro lugar no grupo A assegurado com as cinco vitórias (atropelos na China e Venezuela e jogos duros contra Austrália, Sérvia e França) os EUA aguardam amanhã a definição do grupo B para conhecer o seu adversário, podendo ser Croácia, Espanha ou Brasil (o último com chances mínimas de classificação). Os dois europeus mostraram já bons jogos coletivos que vão de encontro com o que menos gostam os americanos de enfrentar. Mesmo a Espanha, que jogou mal nas duas primeiras partidas, mostrou essa consciência principalmente no vareio de bola que deram sobre a Lituânia. Serão adversários duríssimos já nas quartas de final e, embora os EUA continuem sendo favoritaços para a medalha de ouro, já não dá para cravar com aquela certeza toda que irão conseguir. A diferença física ainda é grande, pelo fato dos EUA ter um elenco que consegue manter a pressão sobre o adversário e uma defesa agressiva nos 40 minutos do confronto, trocando bastantes os jogadores sem perdas significativas de qualidade. Mas é bom abrir o olho, caso contrário o excepcional treinador Mike Krzyzewski se despedirá da seleção americana com uma eliminação bem precoce nos Jogos Olímpicos.

Crédito/Imagens: @UsaBasketball

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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