De Bandeja – Derrotas na estreia, mas bons momentos

Os Jogos Olímpicos começaram com derrotas para as seleções brasileiras de Basquete. No sábado, as meninas perderam para a Austrália por 84 x 66. Nesse domingo, foi a vez dos homens perderem para a Lituânia por 82 x 76. Em ambos os casos, nossas equipes apresentaram bons momentos, mas com os famosos “apagões”, deixaram de ter resultados melhores e inciaram a caminhada com derrotas para equipes que devem estar na briga por medalhas.

Iee5lgFOComeçando por quem jogou primeiro, a seleção feminina de certa forma surpreendeu na estreia. Com uma seleção que apresentou diversos problemas durante o ano na preparação para os Jogos Olímpicos, a derrota para a Austrália era até esperada. Porém, com grande atuação da armadora Iziane na primeira metade do confronto, que anotou 18 pontos nos dois primeiros períodos, o Brasil chegou ao intervalo em vantagem no placar, com quatro pontos de vantagem (39 x 35). Mas no segundo tempo a seleção australiana mostrou seu melhor jogo coletivo e individual e dominou o confronto. Elizabeth Cambage, com 20 pontos, e Leilani Mitchel, com 18, foram os grandes destaques do time australiano. Iziane terminou como cestinha da partida com 25 pontos. O Brasil do primeiro tempo pode sonhar com algo maior na competição.

WRVAU9vsJá no masculino, durante a semana destacamos aqui a boa expectativa que a preparação deixou. Os pontos fortes vinham sendo o bom trabalho coletivo e a defesa agressiva. Porém, no primeiro tempo, o que vimos foi exatamente o oposto. Com muitos erros dos dois lados da quadra, a seleção brasileira demorou a se encontrar. Marcelinho Huertas e Alex jogaram muito mal e a Lituânia, mais consistente, abriu 29 pontos de frente antes do intervalo, com a parcial terminando em 58 x 29. Na metade do terceiro período o Brasil melhorou seu jogo, graças a individualidade de Leandrinho. O ala colocou a bola embaixo do braço e assumiu o jogo, com Raulzinho fazendo também um ótimo jogo na armação no lugar de Huertas. Aos poucos a defesa foi melhorando, sendo agressiva como vimos nos amistosos da semana passada e o Brasil foi encurtando a diferença. Nenê dominou o garrafão e terminou o jogo com 11 pontos e 8 rebotes, além de ajudar na exclusão por faltas do pivô lituano Valanciunas. No último período, com o apoio em massa da torcida, chegamos a diminuir a diferença para quatro pontos, mas erros individuais no ataque não deixaram a reação ser completa.

O Brasil do segundo tempo é uma equipe em nível de chegar as semifinais e brigar por medalha, apesar da individualidade excessiva de Leandrinho em determinados momentos. Felício foi pouco acionado no ataque, mas mostra um senso de colocação impressionante para idade e pelo pouco tempo de conjunto. Agora, teremos a Espanha pela frente na próxima terça-feira. A reação no segundo tempo foi importante para manter o animo da equipe tendo em vista essa difícil missão. Mesmo se começar 0-2, temos totais condições de vencer os três últimos confrontos contra Croácia, Argentina e Nigéria. Campanha que deve nos colocar na terceira colocação do grupo, saindo de um confronto contra os EUA nas quartas de final. Mas Mangano precisa trabalhar dois pontos que falamos aqui no último post da coluna: As trocas defensivas e o lance livre. Foram 13 lances desperdiçados, sendo 8 deles pelos armadores e alas. E na defesa, em várias oportunidades vimos Raulzinhos sobrando com Valanciunas ou Sabonis e Felício ou Nenê ficando com os armadores, dando embates muito desfavoráveis aos brasileiros. E não podemos ter apagões como os do primeiro tempo. Rauzinho vive melhor momento que Huertas e tem que ser titular e Felício também precisa ganhar a vaga de Augusto Lima que peca muito na regularidade durante o jogo. Dessa maneira, conseguiremos ser competitivos e lutar pela tão sonhada medalha olímpica.

Fotos: Rio2016.com


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Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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