De Bandeja – Preparação promissora da seleção masculina

Na última semana a seleção brasileira masculina de basquete que estréia nesse sábado nos Jogos Olímpicos fez alguns amistosos de preparação para a competição. E confesso que fiquei bem otimista com relação nossas chances de medalha pelo que os comandados de Ruben Magano apresentaram.

Nesse período, enfrentamos a Romênia, Austrália, China e Lituânia. Excluindo o amistoso contra a Romênia que não serve de muita coisa (somente serviu para a CBB fazer suas políticas imbecis, já que o jogo foi somente para convidados da entidade), os demais jogos foram contra adversários que estarão nos Jogos Olímpicos, servindo como bons testes para a seleção. Foram três vitórias, mas, como Magnano diz, os resultados finais nesse período são o que menos importa.

Nesse jogos pudemos ver uma seleção que soube rodar bem a bola no cinco contra cinco e também teve paciência nos contra-ataques. Não temos mais aquele pensamento da época de Oscar Shcimdt e Marcelinho Machado de pegar e arremessar. Vimos um grupo que primeiro pensa no passe para alguém em boa situação, o que gerou um número de assistências alto. Na armação, temos dois ótimos nomes para isso. Huertas e Raulzinho estão jogando em um nível muito bom e serão fundamentais na campanha olímpica. E defensivamente o time tem se mostrado muito forte também, afastando os adversários da zona de arremesso.

O corte de Anderson Varejão, lamentado por muitos, acho que pode acabar sendo bem positivo. Lógico que o pivô do Golden State Warriors, com longa ficha de prestação de serviços a seleção fará falta. Mas acho que a falta será mais no campo emocional e de experiência que técnico. Explico: No seu lugar da rotação, teremos Rafael Hettsheimeir e Cristiano Felício. Os dois, em minha opinião, tem mais recursos técnicos, principalmente ofensivos, que Varejão. Arremessam melhor de longa distância e são mais ágeis e mais rápidos. Felício, inclusive, vem em ritmo de competição, após vencer a Summer League da NBA com o Chicago Bulls e ter um desempenho ótimo na competição, elogiado por muitos do corpo técnico de sua equipe.

Mas há trabalho ainda para Magnano para deixar a equipe na ponta dos cascos para a estréia contra a Lituânia. Primeiro ponto o trabalho de lance livre. É histórico dessa geração que perdemos diversos jogos muito em virtude de um baixo aproveitamento nesse fundamento. No domingo, Marquinhos, que tem bom percentual na NBB, começou com 0 acertos e 3 erros. Em jogos que prometem ser muito parelhos, isso pode custar muito caro para a seleção.

Outro ponto que vejo como crítico são as dobras defensivas. Elas não podem ser feitas por Nenê. O pivô, que está apresentando ótima forma, será responsável pela marcação Scola, Valenciunas e Pau Gasol, jogadores inteligentes e pontuadores, sendo assim, não podem ter espaço. Que as dobras sejam feitas por Felício, Augusto Lima ou Hettsheimeir, jogadores que também são rápidos, mas terão embates, em tese, menos complicados que Nenê na defesa.

O grupo do Brasil é extremamente difícil e como muitos comentaristas dizem, qualquer coisa é possível. Acredito que podemos fechar essa fase com 4-1 ou 3-2, ficando em segundo ou terceiro lugar da chave, fugindo dos EUA em uma eventual quartas-de-final da competição. Com isso, a seleção estará muito viva na busca de uma medalha que premiaria uma das melhores gerações dos últimos 20 anos do basquete nacional. Estou otimista, e você?

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Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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