Geração individualismo

Sim, isso será um desabafo. Desabafo de um colunista que pode não representar a opinião dos demais membros desse site (assim como pode sim representá-los). Portanto, se quiserem reclamar com alguém, que reclamem comigo, essa pessoas que vos escreve, Lucas Tinôco Ferraz.

Se estiver esperando análises táticas e todo esse blábláblá que ficou comum na mídia esportiva do mundo todo, pode parar de ler por aqui. Gosto de cutucar a Onça com vara curta e colocar o dedo na ferida.

A seleção brasileira, com tudo o que ela representa, sempre foi um lugar para o jogador se destacar e chamar atenção de clubes gigantes do futebol europeu. Então, ele sempre foi. Assim mesmo. No passado. Não é mais. A globalização fez com que esses jogadores chegassem na seleção já badalados e, nessa seleção olímpica, temos alguns exemplos (não citarei nomes).

Após essa globalização, a seleção virou um lugar para dar show, mas um show coletivo. Um lugar onde craques que não jogavam nos mesmo clubes se juntavam para fazer valer o ingresso pago (que era muito mais barato do que é hoje), dar show e mostrar toda a beleza que consagrou o futebol brasileiro. Um show coletivo que começava desde as belas defesas do goleiro, os belos desarmes dos defensores, os bons apoios dos laterais, a técnica dos meias até o instinto goleador dos atacantes. Como disse, um show C-O-L-E-T-I-V-O.

O tempo passou, a fama da camisa amarelinha cresceu e subiu pra cabeça dos atletas. Criamos jogadores que nascem com isso na cabeça antes mesmo de mostrar que essa fama cabe a eles. Jogadores que acham que são craques apenas por que alguém disse.

E qual a consequência de tudo isso? Eu direi.

Foram criados os atuais jogadores. Jogadores que se enganam quando a torcida pede show. Esse show que pedimos (também sou torcedor) é aqueeeele que citei. O do C-O-L-E-T-I-V-O(!!!!). Porém, o que vemos hoje é completamente o inverso: jogadores individualistas que querem que o show seja apenas deles. E pegam uma bola, penteia, penteia e cavam uma falta. Ficam bravinhos e reclamam a todo momento. Se entopem de tatuagens. Fazem um corte de cabelo diferentão com tanto gel que prendem até o futebol ali. É a tal da performance (estudantes de jornalismo entenderão).

A nossa arrogância criou jogadores como os de hoje. Não é uma coisa que aconteceu de uma hora pra outra. Foram criados, adaptados e modelados. Agora sejamos sinceros com nós mesmos. Continuaremos sendo a melhor seleção do mundo (historicamente), mas há muito não somos a melhor de momento. Deixemos essa arrogância de lado. É clichê, eu sei, mas vamos trabalhar a mentalidade dos nossos jovens jogadores. Vamos criar atletas que busquem o ÊXITO, e não a FAMA.

Vamos, Brasil! Chegou a hora de reagir. E não tenha dúvida: nós, torcebobos, estaremos aqui, apoiando e sempre confiando e acreditando na mudança. Somos feitos disso, afinal somos brasileiros e não desistimos NUNCA.

*Escolhi a foto que representa aquele que soube pedir desculpa quando devia. Ao contrário da maioria dos mesquinhos que vestem a camisa da nossa seleção atualmente.

Lucas Tinoco

21 anos, baiano e aspirante a jornalista esportivo. Fanático por esportes em geral, principalmente futebol. Adepto das ligas europeias e do futebol alternativo. Líder do Editorial de Futebol Internacional do HTE Sports.

  • Lucas Rocha

    Disse muita coisa, vemos isso nos clubes onde os jogadores se acham maiores do que as agremiações onde jogam e começou com a privatização da seleção que joga apenas na Europa e não sabem o que é jogar no país, não sentem mais vergonha em perder e se ganhar também não estão nem aí, não é a toa que vamos crianças de todas as classes querendo camisas dos clubes de fora.

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