Saída de Ibra: repondo com Lucas

Técnico novo, contratando com mais precaução, saída da referência da equipe. O PSG de 2016/17 tentará a 5ª Ligue 1 consecutiva, mas o objetivo principal mais uma vez será o título inédito da Champions League. Embora não tenha mais Ibrahimovic, mas contando com a vinda do técnico “copeiro” Unai Emery e apostando nas chegadas de jogadores menos renomados, como Ben Arfa, de futebol recuperado depois de trágica passagem pelo Newcastle, e o ex-madrilenho, Jesé, o clube de Paris tem ainda uma boa trinca ofensiva, com Angel di María, Édinson Cavani finalmente como centroavante e Lucas Moura, que talvez tenha, finalmente, um temporada inteira como titular, assumindo o improviso do uruguaio no lado direito, e sendo uma das referências da equipe em sua 5ª temporada no clube.

Cotado para assumir o lado direito parisiense em sua chegada por muitos anos, a verdade é que o brasileiro não conseguiu garantir sua vaga de titular absoluto no PSG até o momento. Os últimos times do PSG sempre tinham boas opções ofensivas, ocasionando uma boa briga por uma vaga no ataque. Desde 2013 no clube francês, Lucas teve que brigar por vaga com Menez, Nenê, Gameiro, Lavezzi, di María e até mesmo jogadores que foram adaptados à posição de ponta direito pelas muitas opções no elenco, como Pastore e Cavani, e  sempre acabava perdendo a titularidade.

E não foi só no time francês que Lucas não recebeu seu voto de confiança. Na seleção principal, Lucas tem apenas 8 jogos como titular, o último em 2013; foi preterido por Jô e Bernard na Copa de 2014; nas Olimpíadas de Londres, Dunga “gastou” uma das opções acima de 23 anos com Hulk e colocou o parisiense no banco. Sua época boa pelo Brasil foi principalmente em 2011, campeão do Sul-Americano Sub-20 ao lado de um bom time com Neymar, Oscar, Casemiro e outros.

Com 13 gols na temporada passada, o PSG finalmente parece acreditar em Lucas como referência da equipe, chance justa pela paciência do jogador. Ao longo dos últimos anos, altos investimentos foram feitos no elenco, que acabaram atrapalhando a titularidade do camisa 7, e a saída de Ibra pede uma reposição importante, dando a entender que a diretoria acredita nas suas peças, depois de um bom início de temporada sem o sueco. É a hora do brasileiro assumir uma função importante no clube, virar referência, ser lembrado por bom desempenhos. E não só na França, mas na seleção brasileira.  E se Tite disse que tem que jogar muito bola em seu clube para estar no Brasil, Lucas por enquanto vai voltando a merecer.

Igor Paulinelly

20 anos, estudante de engenharia e natural de Currais Novos/RN. São-paulino e amante do futebol desde Brasil vs Costa Rica às 3 da manhã em 2002. Social: @igorpaulinelly

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