De Bandeja – Intervenção da FIBA na CBB

Conforme noticiado em primeira mão no Blog “Bala na Cesta” do portal UOL, do ótimo Fábio Balassiano que não tem bolhas nos pés mas entende muito do riscado (Sim, foi um referência direta às críticas descabidas do comentarista de basquete da ESPN Eduardo Agra), a Confederação Brasileira de Basquete sofrerá uma intervenção na gestão por parte da FIBA. O motivo: As dívidas insolúveis da entidade e a rescisão unilateral por parte da confederação brasileira da etapa do Mundial de 3×3 que seria disputada no Rio de Janeiro, causando prejuízos para a entidade que comanda o basquetebol mundial.

Não é novidade que a gestão da CBB é tenebrosa. Inclusive falamos sobre isso na última edição dessa coluna (Leia aqui), quando comentamos o futuro do basquete nacional. Mesmo tendo uma geração talentosa nas mãos e um treinador campeão olímpico, a gestão de Carlos Nunes não conseguiu popularizar o esporte além de não pagar nem o convite para participar do Mundial de 2014, causando quase a vexatória exclusão da seleção nacional dos Jogos Olímpicos desse ano.

Carta da FIBA enviada à CBB

Vendo tudo isso e sabendo da importância do Brasil para o basquetebol mundial (coisa que a CBB não consegue enxergar), a FIBA enviou comunicado a entidade informando que o espanhol José Luiz Saes, ex-presidente da Federação Espanhola de Basquete, irá comandar uma força-tarefa para auditar as contas e corrigir os processos de gestão da confederação. O dirigente já fez trabalho semelhante no México. Há, inclusive, a chance de antecipação das eleições gerais da CBB, que estavam marcadas previamente para março de 2017.

Esse intervenção é providencial. O Brasil pode não estar no topo do basquete atualmente, mas tem um potencial enorme para ser um dos maiores polos de basquete do mundo, por conta da extensão territorial do país e da população que ultrapassa os 200 milhões de habitantes. O histórico do país na modalidade também condiz com essa análise, por conta dos dois títulos mundiais (1959 e 1963) e três medalhas de bronze em Jogos Olímpicos (1948, 1960 e 1964). Mas de nada adiantar se, ao final da intervenção, a gestão do basquete continuar nas mãos de pessoas retrógradas ou que somente querem fazer política, como os dois pré-candidatos que temos no momento (Antonio Carlos Barbosa e Amarildo Rosa). De acordo com informações do Balassiano, a FIBA tem conhecimento disso. A confiança é menor que zero tanto em Carlos Nunes, como nos dois pré-candidatos.

Essa é a hora de quem realmente ama o basquete, de personalidades como Oscar Schimdt, Hélio Rubens, Wlamir Marques e os jogadores atuais como Anderson Varejão, Thiago Splitter, Leandrinho e outros se posicionarem a favor dessa intervenção e clamar por mudanças na entidade, mudanças no modelo de gestão e de marketing. Apesar da eliminação na primeira fase, a seleção masculina mostrou que podemos sim estar entre as grandes seleções da modalidade. Que a FIBA consiga fazer uma limpa nos sanguessugas que comandam o basquete brasileiro e colocaram no limbo a CBB.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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