HOSPÍCIO #78 – Desculpe o transtorno, preciso falar do Cristóvão

Desculpe o transtorno, preciso falar do Cristóvão. Conheci ele no Rio. Essa frase pode parecer romântica se você imaginar a linda paisagem da cidade maravilhosa. Mas o Rio em questão era de um Vasco em ascensão, em que ele parecia estar na mesma situação. De 10 pontos perdidos, 7 foi você que perdeu. Outros 3 foram por conta de suas substituições erradas. Paráfrases à parte, no começo, Cristóvão Borges parecia ser um bom técnico, até que foi para o Flamengo, Atlético-PR, Bahia, e demonstrou que não tinha personalidade para treinar times grandes (quanto menos gigantes). Cristóvão prova isso no Corinthians, um time que o requisito mínimo é ter personalidade, estando certo ou não.

Cristóvão muda, e muda errado. Criticam ele, e no jogo seguinte, simplesmente não muda (mesmo tendo um jogador a mais em campo). Falta de saber o que está fazendo. Falta de ter convicção das suas ideias (se é que ele tem alguma). Desculpe-me Cristóvão, não é nada pessoal, mas você não serve para treinar o Corinthians. Acredito, pelo o que se vê, que você seja uma pessoa boa fora dos gramados, mas como técnico, é impossível seguir aqui.

Falta elenco, mas os jogadores que estão aí são suficientemente competitivos. Pontos foram perdidos de bobeira, e hoje poderíamos estar disputando a liderança, com um confronto direto em casa na próxima rodada. A culpa não é 100% do técnico, os jogadores também erram em campo. Mas, digamos, que ele tenha 98% da culpa do que está acontecendo. 100% culpado é quem o contratou, quem sabia que era incompatível com o tamanho do Corinthians, mas por conta de seu orgulho, preferiu um profissional que nunca tinha provado nada no futebol à um que já tinha passado por aqui e tinha um passado minimamente campeão.

A torcida teve, até certo momento, paciência. Tentou acreditar depois de resultados espetaculares. Demos espaço para fazê-lo tentar crescer. Mas passou, não dá mais. Como disse, a Fiel não tem nada pessoal contra você, Cristóvão. O problema é que não gostamos de ver o time jogando como vem jogado. Não é digno da história; não é digno da grandeza do Corinthians. Obrigado, mas seu tempo aqui passou.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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