HOSPÍCIO #81 – Deixa o homem trabalhar

Vamos dar tempo para o Carille. É o pedido, logo de cara, no começo do texto. São apenas mais 2 meses, praticamente, para o fim da temporada. Trazer um técnico agora não é o mais inteligente, até porque, não mudará em nada, e pode já ficar marcado para 2017 (nada impede que o novo técnico já esteja acordado com o clube, e discutindo o planejamento para o próximo ano). Tanto na quarta, como no domingo – principalmente – o time melhorou. E muito!

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Posse de bola. Intensidade. Triangulação. Time que não recua. Pressão até o último segundo de jogo. Cenário interessante, e que, certamente, faz lembrar alguém. Mas tudo isso é remetido à uma pessoa hoje no Corinthians: Fábio Carille. Apesar das críticas da grande maioria, a postura da equipe foi boa, como não se via há algum tempo. Deu sensação que sim, esse time treina. Que sim, alguém tem ideia ali dentro do que está fazendo. Sabe o que é futebol, sabe o que quer do futebol.

Vamos dar tempo ao Carille. Não 1 ano, 2 anos, mas apenas 2 meses. Pode ser, até, que seja efetivado e fique (o que parece ser difícil), mas por enquanto são apenas 60 dias mesmo. O trabalho não é espetacular, até porque não teve tempo para isso. E não tem elenco para tal. Mas é bom. Suficientemente bom para acabar o ano de forma íntegra.

A paciência do torcedor acabou faz um tempo. Com técnico, com diretoria, com jogadores. Mas um pouco mais de paciência seria essencial para esse novo trabalho. Apoio, sabemos, nunca vai faltar. O público de domingo na Arena é também culpa da interdição de um setor. Mas que não hajam vaias e insultos.

Thiago Cunha Martins

Paulistano, alvinegro, co-fundador e Diretor-geral do HTE Sports. Jornalismo por paixão, Psicologia por vocação. Adorador do futebol e tudo o que o rodeia. Fã curioso da NFL, UFC e eventual seguidor de outros esportes

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