Golfe – Tiger Woods, maior de todos os tempos, volta ao PGA Tour

Maior nome da história do golfe e um dos maiores lendas dos esportes contemporâneos, Tiger Woods está muito perto de voltar a competir. O norte-americano está afastado dos campos desde agosto de 2015 e confirmou na última sexta-feira (7/10) sua inscrição para participar de um torneio em Napa, na Califórnia (EUA), na abertura da temporada 2016/17 do PGA Tour, primeira divisão do golfe profissional.

Woods foi líder do ranking mundial durante 683 semanas entre 1997 e 2014, mantendo-se no topo inclusive quando viu-se abandonado pelos patrocinadores em meio a um escândalo sexual. Com 79 títulos – 14 deles em majors, o equivalente ao Grand Slam do tênis -, ele está a apenas três de igualar o recorde de Sam Snead.

Agora com 40 anos, o norte-americano ficou 15 meses afastado das competições para recuperação de duas cirurgias nas costas. Nas duas temporadas anteriores, entretanto, ele já vinha competindo pouco, tanto que entre 2014 e 2015 ganhou apenas pouco mais de US$ 450 mil em prêmios. Dinheiro de pinga para quem já passou dos US$ 110 milhões na carreira e não raro ultrapassava a marca de US$ 10 milhões arrecadados em um ano.

Sem jogar, Woods despencou no ranking mundial, ocupando agora apenas a 767.ª colocação. O Brasil não tem golfistas no PGA Tour. O melhor brasileiro no ranking é Adilson da Silva, o 308.º colocado, que joga na África do Sul. Jason Day, da Austrália, é o atual líder.

Será ótimo para o esporte voltar a ter Woods de volta ao circuito. Tiger escreveu seu nome na história do esporte mundial ao ser o primeiro negro de sucesso no golfe. Filho de pais mestiços, teve um grande papel no desenvolvimento do golfe para as classes menos envolvidas na modalidade, especialmente entre as minorias raciais e jovens nos Estados Unidos. Seu pai Earl, um militar aposentado das forças armadas americanas, era mestiço de afro-americanos, chineses e nativos americanos. Já sua mãe Kutilda, originária da Tailândia, era mestiça de tailandeses, chineses e alemães. Isso faz com que Woods seja metade asiático (1/4 chinês e 1/4 tailandês), 1/4 afro-americano, 1/8 nativo americano e 1/8 alemão. Ele se refere como um Cablinasian (uma abreviação silábica de caucasiano, negro, indígena e asiático). Seu nome já está na galeria dos imortais do California Hall of Fame, introduzido em 2006, pelo então governador Arnold Schwarzenegger.

Marcelo Tadeu Parpinelli

Um cara que gosta de opinar sobre tudo, principalmente daquilo que não conhece e não entende. Aspirante a filósofo nas horas vagas.

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