História de filme: Guarani realiza milagre épico na Série C

Nem mesmo o mais otimista torcedor do Guarani poderia sonhar com a mágica noite de 23 de outubro de 2016. Após sofrer uma imensa goleada, 4×0, na partida de ida contra o ABC, pelas semifinais da Série C 2016, o Bugre precisava ao menos repetir o placar para levar a partida para os pênaltis e assim ainda sonhar com a classificação para poder buscar o título. E foi com esse contexto que se desenhou um dos jogos mais épicos do futebol mundial nos últimos anos.

1º ATO – ABC goleia por 4×0

No dia 16/10/2016, ABC e Guarani se enfrentaram no estádio Frasqueirão, em Natal (RN). Com atuações memoráveis de Jones Carioca, artilheiro da equipe, e Lúcio Flávio, cada um dos atletas marcando duas vezes, o time alvinegro goleou pelo placar de 4×0. A vaga na final da Série C estava mais do que próxima. Ainda assim, nada estava decidido. Geninho, treinador do ABC, falou após o jogo: “Acho que é uma vitória que não se pode contestar e uma vitória a se comemorar, mas apenas a vitória de hoje. A eliminatória ainda não está definida, pois já vi muita coisa no futebol e temos que ter muito cuidado”. Mal podiam imaginar o quanto ele estava correto em suas palavras.

2º ATO – A esperança nos números do treinador

Marcelo Chamusca, treinador do Guarani, apresentava um número muito interessante antes do duelo de volta entre Guarani e ABC. Em 30 partidas como mandante na Série C do Brasileirão (contando sua passagem pelo Fortaleza e a atual pelo Bugre), NENHUMA DERROTA. Se apoiando nisso e na confiança passada ao elenco, o Guarani se preparou para entrar em campo e buscar fazer história.

3º ATO – Começa o jogo e…

O Guarani entrou em campo precisando aplicar pelo menos 5×0 para se classificar direto, ou até 4×0 para levar aos pênaltis. Empolgado pelo seu torcedor, que mesmo sem poder comparecer em grande número, foi ao Brinco de Ouro acreditando no impossível. Aos 8 minutos, Leandro Amaro abriu o placar de cabeça após cruzamento de Fumagalli. Inclusive, anotem esse nome. Será importante para o desenrolar da história. Falando nele, Fumagalli foi responsável por fazer o segundo gol em cobrança de falta. 2×0. Ainda não era o suficiente.

4º ATO – O adeus do artilheiro

Com 12 gols, Jones Carioca é o grande artilheiro do ABC e também da competição. O alvinegro precisava muito dele e de seu futebol. Mas, o nervosismo subiu à cabeça e após um desentimento com Fumagalli, recebeu cartão amarelo. Descontente com a situação, Jones continuou reclamando e acabou sendo expulso. O ABC estava sem o seu artilheiro precisando segurar o ímpeto do Bugre.

5º ATO – A estrela do mito brilhou

Lembra do Fumagalli? Pois bem. Aproveitando o fato de estar com um a mais, o Guarani foi para cima e logo no início da etapa final conseguiu fazer seu terceiro gol. E quem fez? Ele mesmo. Fumagalli. E ele estava demais. Apenas seis minutos depois de marcar o 3º do Guarani, Fumagelli fez o seu 3º na partida, deixando 4×0 no placar. Já era metade da missão encaminhada. Até aqui, o jogo estava indo para a disputa de pênaltis. Decisivo. Três gols, uma assistência. A estrela do ídolo bugrino brilhou.

6º E ÚLTIMO ATO – O Bugre é gigante e está na final

Pênaltis? Que nada! O Bugre decidiu no tempo normal. Alex Santana, aos 31 e Pipico, aos 34 do 2º tempo fecharam a conta. Goleada histórica do Bugre, vexame histórico do ABC. Vivenciamos um dia memorável, um capítulo épico na história do futebol brasileiro e mundial. Cheio de protagonistas e um enredo de dar inveja à Hollywood. O FUTEBOL É SENSACIONAL!

Heider Mota

Baiano, 21 anos, estudante de jornalismo e amante dos esportes. Twitter: @heiderzito

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